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IBFC: conheça o perfil da banca organizadora

Thaísa Moraes
Por:
Atualizado em 07/04/2018 - 07:00
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O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação está no mercado há anos, tendo sido contratado como banca organizadora de vários certames em todo o país. Recentemente, o IBFC foi definido como organizador do concurso para técnicos e analistas do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Apesar de não ser tão conhecida pelos concurseiros em geral, a organizadora é responsável por cerca de 90% dos concursos em Minas Gerais. Além de já ter aplicado provas em certames de outros estados:

Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro

Tribunal de Justiça do Paraná

Tribunal Regional Eleitoral de Amazonas

Ministério Público de São Paulo

Prefeituras e governos estaduais

Para manter o sigilo na fase de elaboração das provas, os professores elaboram mais questões do que o necessário, de forma que não terá como saber quais serão cobradas. Eles também não são informados para qual concurso estão trabalhando.

 

Confira algumas características do estilo de prova aplicada em concursos organizados pelo IBFC:

marcadorOs concursos públicos organizados pelo IBFC consistem de provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, e de avaliações curriculares de títulos e de experiência profissional, de caráter exclusivamente classificatório;

marcadorAs Provas são objetivas de múltipla escolha, compostas, em média, de 50 questões distribuídas pelas áreas de conhecimento, sendo que cada questão contém 4 alternativas, com uma única resposta correta.

marcadorA banca possui um perfil mais acadêmico, e a elaboração de suas provas é feita por professores com mestrado e doutorado. Como se adaptam aos pedidos de diversas áreas e instituições, contratam muitos professores. Por conta da rotatividade, a prova não tem um nível de complexidade muito elaborado e aborda questões elementares.

marcadorEm relação ao conteúdo cobrado, as questões costumam ser situacionais, ou seja, costumam cobrar conteúdos relacionados ao trabalho do cargo almejado. Não é estilo da banca utilizar pegadinhas em suas questões. Contudo, essa possibilidade não pode ser por inteira descartada;

marcadorApesar de, em regra, não ser possível cobrir todo o programa do edital nas questões de cada concurso, o IBFC preocupa-se em detectar os principais pontos relacionados com as atividades em suas provas, fato que exige o estudo inteligente dos seus editais;

marcadorO IBFC não possui histórico de se aventurar muito por questões polêmicas. Por exemplo, nas disciplinas jurídicas percebe-se que suas questões procuram manter a fidelidade aos textos legais e, quando ingressam em temas da doutrina e da jurisprudência, em geral, exigem dos candidatos conhecimentos sobre pontos que não representam divergências entre doutrinadores e tribunais.

marcadorEm disciplinas como Raciocínio Lógico e Português, o estilo do IBFC já foi comparado ao estilo da organizadora CESGRANRIO.

 

Questão comentada

Para ilustrar o perfil da banca, o professor Alan Martins separou uma questão de Direito Administrativo que caiu no concurso para Analista de Promotoria do MPE/SP.

(IBFC – MPE/SP – Analista de Promotoria / 2013) João, servidor público estadual lotado em unidade administrativa localizada no Município de Atrasópolis, pediu a sua transferência para outra unidade, situada no Município onde reside. O seu pleito foi indeferido pela autoridade competente, sob o fundamento de que a sua movimentação não interessa ao serviço público. Nesse caso, foi predominante o princípio:

a) Da motivação.

b) Da razoabilidade

c) Da moralidade

d) Da supremacia do interesse público.

e) Da autotutela

 

Comentários:

A dificuldade dessa questão decorre do fato de que quase todas as alternativas mencionam princípios da Administração Pública presentes de alguma forma na situação concreta apresentada pelo examinador. O desafio é definir qual o princípio predominante, assim compreendido aquele que foi decisivo para a prática do ato administrativo.

A motivação está presente na exposição pela autoridade da razão pela qual indeferiu o pedido. O enunciado não denuncia qualquer excesso por parte da autoridade, o que leva à conclusão que agiu de acordo com a necessidade, portanto, em respeito ao princípio da razoabilidade, no que também está implícita a observância da moralidade (conduta da autoridade pautada pela boa-fé, lealdade, probidade, ética).

Todavia, analisando-se atentamente o objeto do ato administrativo, isto é, o seu conteúdo, é possível concluir com segurança que o princípio foi decisivo para que o pedido do servidor João fosse indeferido foi mesmo o princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse particular do servidor obter a sua transferência. Não houvesse a prevalência do interesse público sobre o privado, inexistiria razão que motivasse o indeferimento do pedido do servidor. Eis, portanto, o princípio predominante exigido pelo examinador.

Alternativa correta: letra “d”.

 

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