Fake News e o uso indevido dos meios de comunicação! - Notícias CERS

Fake News e o uso indevido dos meios de comunicação!

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Atualizado em 31/05/2022 - 08:46

Fake News é um termo que tomou maior proporção na imprensa e nas redes sociais em meados de 2016 durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos, por Donald Trump contra Hillary Clinton. Anos depois repercutiu novamente, dessa vez no Brasil, em época de eleição do novo presidente. Desde então é um assunto que tem sido mencionado em diversos portais de comunicação, e por isso, é essencial que você, para ser aprovado, esteja por dentro de temas atuais, pois em diversos concursos tendem a cobrar tanto na disciplina de Atualidades, quanto em temas de redações.

O que são fake news?

Na tradução literal denomina-se como uma notícia falsa, e o ato que consolida a fake news é a propagação da informação sem a devida propriedade que deriva da verdade. O conceito de fake news tomou forma através da facilidade do público por intermédio dos meios de comunicações, que possui maior fluidez em circular notícias falsas, devida a autonomia de qualquer cidadão em compartilhar sem certificar a veracidade da informação.

As fake news tendem a possuir títulos sensacionalistas e chamativos, apelando para o emocional do leitor e consequentemente, se tornando mais propício a ser consumido e compartilhado sem cientificar se o material retrata a realidade.

Um estudo recente feito pelo Instituto Mundial de Pesquisa (IPSO) revelou que 62% dos brasileiros admitiram que acreditaram em notícias falsas e, no mesmo sentido, um estudo sobre o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters, divulgou que o WhatsApp e o Facebook são as ferramentas mais utilizadas para a troca de informações e notícias, bem como que, 48% dos brasileiros utilizam essas redes sociais como fonte de notícias.

As consequências das fake news

Apesar de parecer inofensivo, o compartilhamento de notícias falsas poderá acarretar em diversas consequências e tragédias que poderiam ser evitadas. Como foi o caso de uma mulher que foi agredida até resultar em sua morte, em 2014 no estado de São Paulo, vítima de boatos falsos nas redes sociais, conforme as fake news divulgadas, a vítima estava ligada ao sequestro de crianças para realizar rituais.
Bem como, no período da pandemia do corona vírus com divulgações enganosas sobre a vacina e o uso da cloroquina no combate a COVID-19, o que como resultado teve confusão sobre o tratamento.

O combate à informação falsa

Atualmente contamos com o projeto de Lei 2630/20, intitulado Lei das Fake News, que visa medidas para combater à disseminação das informações falsas nas redes sociais controlando a presença de contas sem autenticação e automatizadas, como também, aplicando sanções penais. Além dos meios da legislação para conter as fake news, existem iniciativas que possuem o mesmo propósito, como a Companhia de Letras, uma das maiores editoras brasileiras, através de uma campanha de desconto em livros que possuem alguma ligação com determinada informação falsa, afim de trazer ao leitor informações de fontes autorizadas e reconhecidas.

Além das campanhas e da legislação com intuito de proteger a população, é importante a conscientização para se autodefender e denunciar as fake news. Nesse sentido, é importante verificar as informações recebidas, certificando-se antes de compartilhar e no caso de dúvidas, ao se deparar com títulos sensacionalistas ou milagrosos, ter a sensibilidade de não compartilhar.

Repassar informações falsas, ainda mais se forem de grande complexidade podem trazer prejuízos irreparáveis, não devem ser alimentadas.

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