Concursos públicos de tribunais: devo me inscrever em todos? - Portal de notícias CERS

Concursos públicos de tribunais: devo me inscrever em todos?

Saiba como escolher as opções que mais se adequam a você!

Ana Laranjeira
Por:
Atualizado em 08/01/2018 - 11:02

Logo que você decide estudar para concursos públicos de tribunais, um dos primeiros questionamentos que aparecem é se você deve se inscrever em todos os que abrirem seleção. Mas, muita calma nessa hora! O fato de todos serem tribunais, entretanto, não quer dizer, necessariamente, que tenham exatamente o mesmo tipo de cobrança em prova.

Por exemplo, o Tribunal Regional do Trabalho age, via de regra, no que diz respeito aos procedimentos trabalhistas, enquanto que o Tribunal de Contas do Estado fiscaliza como os governantes aplicam os recursos públicos. Ou seja, assim como suas áreas de atuação, as cobranças em prova, de acordo com suas respectivas bancas examinadoras e os cargos ofertados no certame também mudam.

Por outro lado, apesar da gama diferenciada entre os tribunais, nas próprias áreas de atuação é possível que haja mais de um concurso em vigor por conta das localidades. Por isso, essa é uma grande vantagem, concurseiro! Como existem muitos órgãos de abrangência regional, o ideal é você focar em que tipo de atuação gostaria de trabalhar e, aí sim, inscrever-se em todos os tribunais daquela determinada seara. Mas atenção: é importante saber que se você optar por se inscrever em mais de um concurso, por exemplo, é necessário que esteja disposto a mudar de endereço, se for preciso.

 

As vantagens de estudar para concursos na área de tribunais

Além de você poder escolher uma área e se inscrever para mais de um certame – seguindo, mais ou menos, a mesma linha de estudos – há outras vantagens em estudar para concursos na área de tribunais. Uma delas, é que costumam possibilitar, como pré-requisito do candidato para determinadas vagas, a conclusão da graduação em qualquer curso de nível superior para a disputa de cargos de analista.

No entanto, caso você goste muito da sua profissão por formação, vale a pena esperar pela abertura de vaga na sua área. Além disso, geralmente, as provas para os cargos de técnico são pela manhã, enquanto que as avaliações para os cargos de analista são à tarde. Assim, se você quiser, ainda pode se inscrever para duas vagas: uma de técnico e outra de analista.

Outro ponto que você não pode deixar de levar em consideração ao estudar para concurso na área de tribunais, é a qualidade de vida que os órgãos oferecem aos servidores. Além disso, em geral, são seis horas de serviço por dia e os salários e os benefícios são atrativos. Sem falar da estabilidade, pois para haver exoneração do cargo, é preciso que uma infração muito grave seja cometida.

 

Quais as diferenças entre os cargos de técnico e analista?

– Quantidade de conteúdo exigido

Para os cargos de técnico, o edital exige apenas a conclusão do ensino médio. Já para os cargos de analista, exige-se formação curso de nível superior. Por isso, o conteúdo exigido para quem vai disputar vaga de técnico costuma ser menor do que para quem vai concorrer à vaga de analista.

– Quantidade de vagas oferecidas

Geralmente, os concursos oferecem mais vagas para os cargos de nível técnico do que para os cargos de analista.

– Concorrência

Geralmente, também com base em concursos já realizados, nota-se que a quantidade de pessoas que se inscreve para os cargos de técnico é muito maior do que o número de pessoas que disputam vagas para cargos de analista.

– Salários

Para assumir o cargo de técnico não é necessária a formação em curso de nível superior, por isso a remuneração para os cargos de analista é maior.

 

Quais são os tribunais do Brasil?

A principal característica dos tribunais é que todos mexem com processos. Entretanto, cada um é responsável por determinada função essencial para a funcionalidade do país, seguindo uma hierarquia. Por isso, veja como funciona a distribuição de todos os órgãos:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Supremo Tribunal Federal (STF)

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Principal função: o topo do Poder Judiciário tem a função de guardar a Constituição do país.

 

Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Principal função: aperfeiçoar o sistema judiciário brasileiro.

 

Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Principal função: controlar a atividade administrativa e financeira do Poder Judiciário.

 

Tribunal Superior do Trabalho (TST)

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Principal função: uniformizar a jurisprudência trabalhista brasileira.

 

Superior Tribunal Eleitoral (STE)

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Função: Exerce ação conjunta com os TREs, responsáveis diretos pela administração do processo eleitoral nos estados e municípios, sendo a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoras brasileira.

 

Superior Tribunal Militar

Sede: Brasília (DF).

Jurisdição: território nacional.

Função: julga crimes militares previstos no Código Penal Militar (CPM), tendo como principais jurisdicionados os militares das Forças Armadas.

 

Tribunais de Justiça (TJ)

Sede: cada estado tem o seu próprio Tribunal de Justiça, localizado na capital.

Jurisdição: municípios do estado.

Função: reexaminar decisões de primeira instância ou assuntos que precisem ser jugados diretamente pelos tribunais.

 

Tribunais Regionais Federais (TRF)

Sede: cada Região do Brasil tem o seu próprio Tribunal Regional Federal. São eles:

TRF da 1ª Região: Acre (AC), Amazonas (AM), Amapá (AP), Bahia (BA), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Mato Grosso (MT), Pará (PA), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR).

TRF da 2ª Região: Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ).

TRF da 3ª Região: Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP).

TRF da 4ª Região: Paraná (PR), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC)

TRF da 5ª região: Alagoas (AL), Ceará (CE), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Rio Grande do Norte (RN), Sergipe (SE).

Jurisdição: estados da Região.

Função: julgam ações provenientes de seus respectivos estados.

 

Tribunal Regional do Trabalho (TRT)

Sede: Existem 23 Regiões de Tribunais Regionais do Trabalho sediados, geralmente, em capitais.

Jurisdição: estados da Região.

Função: julgar as ações trabalhistas de suas Regiões

 

Tribunal Regional Eleitoras (TRE)

Sede: há um TRT em cada estado.

Jurisdição: todo o estado.

Função: realizar o gerenciamento de eleições em âmbito estadual.

 

Tribunal de Justiça Militar (TJM)

Sede: Cada estado tem o seu tribunal militar, localizado na capital. Todos estão submetidos ao Superior Tribunal Militar.

Jurisdição: No estado de sua localização.

Função: julgar militares.

 

PREPARAÇÃO 

Você já pode começar a se preparar para um concurso público na área de tribunais! Além disso, se precisar de ajuda e quiser estudar sob a orientação dos melhores professores, não deixe de conferir os nossos cursos preparatórios para tribunais!

COMENTÁRIOS