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Seu cérebro pode ser uma máquina de memorização

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Saiba como aprendemos e formamos memórias

Por Ana Laranjeira       
Com auxílio de informações do Nerdologia

A capacidade de memorizar os conteúdos estudados é uma arma importante para quem se prepara para concursos e para o Exame de Ordem. Portanto, é importante saber o que fazer para alimentar o seu cérebro com esta habilidade. Com o auxílio dos vídeos do Nerdologia, reunimos curiosidades que podem te ajudar. Confira:

Quando lembramos algo, qualquer coisa, uma viagem, uma comida, uma pessoa, uma aula, podemos reviver detalhes que nos dão impressão de que temos um filme gravado em nosso cérebro. Mas não temos um neurônio de memória ou uma célula que, como uma câmera de vídeo, sirva para gravar informações. Todos nós aprendemos e criamos memórias através de ligações.

Sinapse
Quando você lê a área de notícias do CERS, por exemplo, seu cérebro cria conexões com as informações que você já tem, como súmulas e jurisprudências. Nessa hora, dois neurônios estão criando uma nova conexão, chamada sinapse. Essa ligação é temporária e forma a memória de curto prazo, se não for usada e reforçada de novo, será perdida. Por isso muitas coisas que aprendemos na escola são esquecidas quando não utilizamos aquele conhecimento em situações práticas.

Hipocampo
Quem transforma a memória de curto prazo em algo permanente (consolidação) é uma área do cérebro chamada hipocampo. Pacientes com dano no hipocampo sofrem o que chamamos de amnésia anterógrada. Um caso conhecido é o do americano Henry Molaison (H.M.), que morreu em 2008 aos 82 anos, mas em sua mente ele ainda tinha 27 anos. Pacientes como Molaison, mantêm memórias antigas que já formaram, mas são incapazes de formar novas, como retratado nos filmes “Amnésia” e “Como se fosse a primeira vez”.  

Neocórtex
O que o hipocampo faz não é gravar uma cena como o HD do seu computador, na verdade ele liga as regiões da parte mais desenvolvida do nosso cérebro, o neocórtex, que precisam ser associadas naquela memória.

É preciso dormir!     
Grande parte deste processo acontece durante o sono. Dormir é essencial para aprendermos algo. E a falta de sono explica porque você provavelmente já esqueceu a matéria que passou a noite em claro decorando para uma prova.

Já o álcool atua no hipocampo e dificulta a formação de memórias, daí a amnésia que alguém tem quando bebe demais.

Fortes emoções       
A criação dessas novas sinapses é reforçada quando há uma recompensa ou uma emoção forte envolvida com o aprendizado. Por isso, tendemos a lembrar mais de situações onde nos saímos melhor, e por isso também momentos de medo ou stress são mais memorizados.

Balde de gelo e exercícios      
Um grupo da universidade da Califórnia conseguiu fazer voluntários lembrarem mais colocando a mão deles em um balde com gelo minutos depois de verem as imagens que precisavam decorar. Mas o CERS não indica que você faça isso em casa!! É possível conseguir o mesmo pico de adrenalina com um pouco de exercício depois de estudar.

Memória induzida    
As lembranças são um conjunto de sensações que você desperta, de sons e imagens que são recriadas no cérebro toda vez que você pensa nela. E quando lembramos algo ou recontamos uma história, acrescentamos novas informações de uma memória antiga, o que pode mudá-la. A psicóloga Elizabeth Loftus demonstrou isso em um experimento que induziu voluntários a lembrar de terem abraçado o Pernalonga na Disneylândia, simplesmente mostrando fotos falsas para eles. As lembranças foram tão completas e detalhadas, que Loftus passou a questionar se pacientes e testemunhas de tribunais não tinham memórias induzidas.

Cuidado com os amigos! 
Em outro estudo, voluntários que haviam visto um documentário em um grupo de cinco pessoas, foram perguntados sobre o filme alguns dias depois e lembraram com bastante precisão o que tinham visto, mas quando foram expostos a respostas erradas de outros quatro participantes, passaram a lembrar de ter visto as memórias falsas ao invés do que tinham respondido.

Portanto, cuidado ao revisar o conteúdo da prova com o amigo/concorrente. Você corre o risco de ser mais uma vítima da memória induzida.

Super-poder da vida real 
Existem pessoas, como o jornalista russo Solomon Shereshevsky, que não esquecem nada do que viram. Ele conseguia, por exemplo, decorar listas de 70 ou 100 palavras depois de lê-las uma só vez, ou lembrar de que roupa havia usado em qualquer dia da sua vida, mas tinha muita dificuldade em reconhecer pessoas porque lembrava do rosto delas como as conheceu e não como elas envelheciam, além de ser incapaz de esquecer eventos ruins. Exatamente como a americana Jill Price. Ela não consegue esquecer nada, nem a dor de perder o marido. Todos os dias ela lembra da perda dele como se tivesse acabado de acontecer.

É melhor ser normal
Esquecer é parte do processo de aprender, é fundamental para mantermos apenas associações importantes que voltam a ser usadas, ou que tem algum valor. Por isso que você, leitor/aluno, está sempre voltando a ler nossas matérias e criando associação entre o CERS e conhecimento. Acompanhe nossos outros portais e redes sociais para reforçar o seu aprendizado!   

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