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Psicóloga explica como acalmar o terror do Exame de Ordem

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

 

Por Ana Laranjeira

A luta constante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é para que o Exame de Ordem se torne mesmo uma grande peneira (ou pequeno funil) que amenize a irresponsabilidade do Governo, diga-se Ministério da Educação, em autorizar indiscriminadamente a abertura de novos cursos de Direito e consiga avaliar com mais rigor a qualidade do ensino jurídico brasileiro. Assim, apenas bacharéis realmente bem preparados estão aptos a exercer a profissão de advogado.

Talvez as afirmativas do parágrafo acima arrepiem a espinha de quem está agora se preparando para a prova. Fato, as deficiências na educação superior brasileira acabam caindo nas costas do estudante. E carregar a tiracolo um sistema deficitário inteiro é tarefa aterrorizante.

Por essas e outras, bacharéis, ainda que competentes, tentam passar no Exame por várias edições seguidas. Três, quatro, sete, dez vezes! Acontece mesmo! Naturalmente, se sentem desmotivados a dar continuidade. No entanto, enquanto se esperam mudanças na rede na qual o Exame está envolvido, é necessário visualizar pontos positivos aos quais se agarrar e dar continuidade ao sonho de uma vida.

A psicóloga e coach na preparação de candidatos para o Exame de Ordem, Luíza Ricotta, observa neste processo de tentativas e erros uma verdadeira oportunidade para lidar com desafios e buscar a excelência e qualidade tão necessárias para o exercício profissional.

Em seu artigo “Exame da OAB: do terror ao controle emocional”, ela cita os diversos questionamentos que passam pela cabeça do candidato no momento em que se depara com uma prova de nível de dificuldade que não esperava:

– “Será que a faculdade não ofereceu a qualidade no ensino e os conteúdos necessários para a minha aprovação?”

– “Teria sido minha displicência com o curso ou a falta de tempo?”

– “Será que está associado ao fato de não ter realizado meu exame logo após concluir a faculdade, quando meus conhecimentos teóricos estavam mais frescos e atualizados?”

– “Teria sido o fato de no decorrer da faculdade estar trabalhando em outra área que não a jurídica, dividindo meu foco de atenção?”

– “No meu caso, que trabalhei na área jurídica, é um contrasenso, pois conheço a prática, tenho experiência, mas ao fazer o exame também fui alvo de frustração neste rito de passagem da credencial para exercer a profissão…”

Imagine como fica a cabeça deste profissional!

A psicóloga então, dá a dica: “Não avalie a sua pessoa em razão da frustração obtida. Há alguma razão para o que está passando. A necessidade de gerenciar suas emoções juntamente com a sua forma de pensar será fundamental. Pensamentos são acompanhados de ações, e se estes estão comprometidos, equivocados, certamente que irão afetar o seu resultado: sua capacidade de elaborar o conteúdo e fazer correlações que o auxiliem a pensar respostas”.

Luiza ainda reforça que se deve compreender que provas envolvem recursos multifatoriais que afetam o desempenho do estudante e criam resultados não dimensionados anteriormente. “É importante dar continuidade ao seu potencial de execução, fazer e fazer! Há ações que o bacharel ainda desconhece, mas que existem. Nem tudo o que você não sabe, nunca viu ou nunca escutou, não existe!”.

Cada prova então, independentemente do motivo que existe para que você esteja refazendo-a, pode simplesmente trazer até você conteúdos, conceitos e formas de ver o direito e a vida de uma forma diferente. Leve este pensamento para o próximo Exame que realizar e observe os resultados! 

 

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