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Provas do CNJ prejudicadas por falta de energia

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Postado por Ana Laranjeira      
Fonte: CorreioWeb| Lorena Pacheco

Outro episódio de falta de luz pode prejudicar o andamento de mais um concurso público. Desta vez foram as provas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que foram feitas no escuro. A equipe de concursos do CorreioWeb recebeu denúncia afirmando que durante os últimos cinquenta minutos para término dos exames aplicados neste domingo (17/2), no período vespertino, faltou luz na Fajesu, em Taguantinga.

 De acordo com Paulo César Santos, candidato ao cargo de técnico judiciário, foram três momentos sem luz, os dois primeiros de cinco minutos, e o último de 25 minutos. “No escuro, os candidatos se comunicaram; alguns saíram das salas, mas outros foram impedidos de sair; houve candidatos que entregaram a prova, mas receberam o exame de novo; os fiscais não quiseram registrar o ocorrido na ata; e, apesar de fornecerem tempo estendido, os candidatos foram sim prejudicados”, assegurou o candidato, que promete registrar boletim de ocorrência na delegacia.

 Assim como a candidata Mônica Regiane da Silva, que também se sentiu prejudicada e vai pedir a anulação das provas. “Logo no primeiro dia sem horário de verão a luz acabou, e depois das seis da tarde realmente não deu para fazer a prova sem luz. As provas devem ser canceladas e reaplicadas para todos os candidatos”.

 O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), banca responsável pela aplicação das provas, informou que é de praxe o envio de ofício à Companhia Energética de Brasília (CEB) quando um concurso será realizado como medida de segurança na perspectiva de reduzir riscos associados a possível falta de energia elétrica. A banca ainda declarou que “faltando 22 minutos para o encerramento das provas da tarde faltou energia elétrica na Fajesu. Restabelecida a luz elétrica, havia seis candidatos na escola para concluir o tempo de reposição, o que transcorreu normalmente”. O Cespe/UnB ainda garantiu que todas as ocorrências foram registradas em ata e a situação acompanhada por delegados da Polícia Federal.

O concurso      
Foram registrados, ao todo, 52.387 inscritos no concurso que oferece 177 oportunidades e formação de cadastro reserva em níveis médio e superior. Os salários estão na faixa de R$ 4.052,96 a R$ 6.611,39. Organizador do certame, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/Unb) prevê, no edital, 84 vagas para o cargo de analista judiciário (nível superior). Já para técnico judiciário, de nível intermediário, são 93.

Os concorrentes graduados poderão disputar funções na área judiciária e de contabilidade, administração, pedagogia, análise de sistemas, arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, engenharia civil, estatística, psicologia e sociologia. Já quem tem nível médio luta pelo ingresso em áreas administrativas e de apoio especializado à programação de sistemas.

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