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Piso salarial mais perto do valor do mínimo

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

O salário mínimo está ganhando a corrida frente aos pisos salariais. Depois de acumular um crescimento de 19%, nos últimos três anos, o mínimo ficou mais próximo do valor de 56% das 646 negociações de pisos estudadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 2005, um quarto dos casos analisados era proporcional a 1,25 vezes o mínimo, valor que hoje representa mais da metade dos pisos. A média de pisos do Nordeste, de R$ 453,11, é a segunda menor entre as regiões.

Para o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre de Oliveira, foram observados ganhos reais tanto no salário mínimo quanto nos pisos salariais, nos últimos três anos. “Há uma aproximação cada vez maior entre o mínimo e os pisos. Não acho uma coisa ruim”, avalia Oliveira. Ele, no entanto, admite que, se houvesse uma “corrida” entre as duas referências salariais, o piso estaria perdendo a disputa.

“É preciso continuar com essa política de recuperação do mínimo. Mas isso também abre um desafio para os sindicatos, que precisam ter estratégias para mexer na estrutura de seus pisos”, continua José Silvestre.

Ainda de acordo com a pesquisa Balanço dos pisos salariais negociados em 2007, o Dieese apurou que a proporção de categorias que negociam valores superiores a 2,5 salários mínimos era de 9,5% em 2005 e baixou para 4,5% no ano passado.

No setor de serviços, o segmento de bancos e seguros oferece a melhor média de piso, de praticamente duas vezes o salário mínimo, e o de turismo e hospitalidade, a pior média, o equivalente a 1,16 do valor do salário mínimo. Mas é a indústria de vestuário que aparece com o piso mais baixo, com 16 décimos acima de um salário mínimo.

O maior piso médio é o do Sudeste, que equivale a R$ 589,25.

 

Editor Saulo Moreira   Editor-assistente Bianca Negromonte e Pedro Ivo Bernardes

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