2ª fase OAB: aguardando o resultado. E agora? - Portal de notícias CERS

2ª fase OAB: aguardando o resultado. E agora?

Equipe de Comunicação
Por:
Atualizado em 11/09/2019 - 07:00
XXIX Exame de Ordem

O QUE EU PRECISO SABER SOBRE O XXIX EXAME?

 

Foi publicado o resultado preliminar da OAB XXIX! Aos aprovados, nosso sincero parabéns! Aos que ainda não foram aprovados: VOCÊS AINDA ESTÃO NO JOGO.

O prazo para recorrer começa às 12:00h do dia 11/09, finalizando às 12:00h do dia 14/09. Não deixe para última hora! Você tem poucos dias para buscar sua aprovação.

Estamos aqui hoje para você saber o que fazer agora, tanto se foi aprovado quanto se foi reprovado.

Continue lendo e confira!

FUI APROVADO, E AGORA?

PARABÉNS! A primeira coisa que você tem que fazer é marcar aquela comemoração com sua família e amigos. Uma das melhores partes das aprovações é poder compartilhar a felicidade com quem está na torcida por você. 

Como o Professor Francisco Penante postou no seu Instagram: “Valorize quem acreditou em você quando ninguém mais quis!” (@professorpenante).

Mas, e depois? Depois, caro advogado (a), é preciso ir atrás da sua carteirinha. 

Você vai ter o primeiro contato direto com a famosíssima OAB – e descobrirá que a instituição é parceira, porém carreira.

Com relação à parte burocrática, é necessário juntar os seguintes documentos:

– Diploma de bacharel em Direito registrado no MEC ou, na sua falta, Certidão de graduação em Direito e histórico escolar;

– Certificado de aprovação (ou habilitação) no Exame da Ordem;

– CPF e Documento de Identidade;

– Certificado de Reservista;

– Certidão de quitação eleitoral expedida pela Justiça Eleitoral;

– Comprovante de residência;

– Biometria para a identidade, a ser preenchida presencialmente;

– 2 fotos 3×4 recentes, sem moldura e em fundo branco.

 

Quer um dica? Pede logo a Certidão de graduação em Direito e histórico escolar pra Faculdade, pois às vezes demora um pouco para liberarem a documentação. 

Com relação à parte financeira, aviso logo que é uma “facada”. É preciso pagar a taxa de inscrição, a anuidade, assinatura digital e o token.

 

Vamos aos preços?

 

A taxa de inscrição depende de cada seccional, mas gira em torno de R$ 200,00. 

A anuidade não é diferente, variando de acordo com a região. Como agora já estamos em setembro, por exemplo, o valor pago será menor, pois é proporcional à quantidade de meses.

A respeito disso, tem uma tabela bem legal com os valores de cada Seccional, que fica mais ou menos entre R$ 800,00 e 1200,00 (com pagamento à vista). Depois dá uma conferida!

E quando você acha que acabou, descobre que está enganado. Como falei, é preciso pagar para fazer sua assinatura digital – afinal, nossos processos estão se encaminhando cada vez mais para os meios eletrônicos. Para usar essa assinatura é necessário adquirir o tolken, uma espécie de pendrive que viabiliza a utilização da  sua assinatura digital nos processos.

Para adquirir a assinatura + tolken paga-se um valor entre R$ 80,00 e 300,00. Então vamos trabalhar para fazer valer essa pequena fortuna.

CARTEIRINHA EM MÃOS. E AGORA, VOU PRA CONCURSO OU ADVOCACIA?

Eis a questão. Alguns bacharéis entram e saem do curso de Direito já sabendo a carreira que querem seguir, mas para muitos o término da faculdade representa um momento decisório bem importante. Nem sempre é possível, durante a graduação, ter experiências de estágio no âmbito público e privado, e isso torna a escolha ainda mais difícil. É importante tentar conversar com pessoas experientes, procurar advogados, professores e concursados que tirem as suas dúvidas.

Então nosso conselho para você é:

  1. Extraia tudo que puder deles. Essa troca é muito enriquecedora a ajuda a enxergar os próximos passos com mais clareza.

 

  1. Não seja imediatista. É preciso ter em mente que, para qualquer carreira que você decida seguir, serão necessários anos de dedicação e aperfeiçoamento. O resultado e o sucesso são meras consequências.

Aqui vai uma curiosidade!

Em uma das nossas pesquisas com o público da OAB, perguntamos quais objetivos eles visavam atingir nos próximos 5 anos. Concurso recebeu destaque: 70% dos entrevistados afirmaram que, após passar no Exame de Ordem, iriam focar no estudo para Carreira Pública.

E você, já sabe para que lado vai? Faça uma boa avaliação, mas tenha a tranquilidade de saber que nenhum martelo está batido para sempre: mudar de ideia é possível sim. 

FUI REPROVADO, E AGORA?

Tem luz no fim do túnel, acredite. É hora de manter a calma.

O mais importante de início é: valorize seu estudo. A primeira pessoa que precisa reconhecer seu esforço e dedicação é você mesmo. Sabemos que sua trajetória até aqui não foi fácil, e admirados tudo que você já conquistou e está conquistando. Você tem que perceber isso também!

Segundo: tenha seu luto, mas volte à luta. Não tem nada de errado em se sentir mal, reprovações acabam deixando a gente pra baixo mesmo. Mas não se deixe tomar por isso, pois o tempo corre! Você precisa analisar quais são as suas opções para não perder as oportunidades.

Há duas possibilidades para esse momento, e a primeira delas é a interposição de recurso.

Nas correções das provas de segunda fase, é comum que a Banca deixe de pontuar alguns itens (por vezes, de difícil identificação até mesmo pelo Examinando), atribuindo nota injusta aos candidatos.

Da mesma forma, não são raras as provas com questões dúbias ou polêmicas. Muitas vezes a FGV considera apenas um artigo, mas aquele você colocou diz a mesma coisa, e não foi considerado, embora isso não se desprenda de maneira óbvia do texto. Nestes casos, experiência ajuda muito.

Por vezes a prova traz assunto no qual a doutrina é divergente e você utilizou o posicionamento minoritário, deixando de acertar a questão mesmo com embasamento correto. Dá raiva, não é? A Ad Verum, empresa parceira do CERS, já conseguiu reverter diversos resultados negativos em casos assim.

Pois é, os recursos estão aí para isso: sua nota precisa ser reajustada e sua prova precisa ser revista. Recorrer é um direito seu, então abuse dele. Até porque é gratuito. 

É verdade que a ideia de interpor às vezes nos deixa inseguros, mas muita gente conseguiu ver seu nome no listão depois de recorrer da prova, e as vitórias não são pequenas. A advogada Marinalva Torres, por exemplo, teve a sua nota aumentada com a Ad Verum em 2,10 pontos!

 

“Hoje preciso agradecer e atribuir a minha vitória a Ad Verum pelo excelente recurso.  Só quem passa por essa prova é capaz de entender a pressão que a OAB exerce sobre nós. Todos sabem que não basta se preparar, temos que contar com a sorte. E nas injustiças das correções é que a Ad Verum entra com toda competência e experiência.  Foi com um recurso impecável que realizei o meu sonho. Não corrigiram a fundamentação da minha peça e com uma fundamentação perfeita a equipe mostrou por meio do recurso que os itens deveriam ser pontuados em sua integralidade. Com isso atribuíram 2.10 na minha peça, o que me levou à  aprovação. Não pensem duas vezes, recorram com essa equipe que elaboram seu recurso com muito comprometimento e responsabilidade!” Marinalva Torres | Bahia – Salvador

 

Historicamente, a média de reprovação é de 52%. Alto, hein?! E realmente tem muita gente nesse meio que recebeu notas incompatíveis com suas respostas. Só no XX Exame, por exemplo, foram quase 2 mil recursos deferidos.

Imagina só, 2.000 advogados que, não fosse pelo recurso que fizeram, teriam que passar por uma segunda prova para poder tirar a vermelhinha.  

Então fica a lição, pessoal. Se acharem que existe uma chance, agarrem! Além disso, não se desespere na hora de interpor o recurso, pois é bem simples.

A interposição é pelo próprio site da FGV/OAB, e a página já deixa os campos separados por etapa da prova. Ou seja, primeiro você coloca a parte da peça, depois das questões. É só enviar e torcer pelo deferimento. A segunda possibilidade é a repescagem – trata-se da possibilidade de refazer a prova da segunda fase da OAB nem necessidade de refazer a primeira. Tal recurso foi introduzido pela OAB no ano de 2013, e é uma mão na roda para os candidatos que tiveram alguma dificuldade na discursiva.

Afinal, o estudo para uma prova objetiva e uma prova aberta são completamente distintos. Faz toda diferença você poder se manter na mesma modalidade de aprendizado. O valor da inscrição para a repescagem é em regra metade do valor original (até porque será feita apenas uma das fases).

O importante nesse momento é que você identifique os erros que cometeu, pois manter o mesmo tipo de estudo pode ser cansativo e inefetivo. Se você não conseguiu encontrar as respostas no artigos, o ideal é ler mais lei seca. Se errou o cabimento da peça, é importante focar em simulados. Se esqueceu de colocar alguns argumentos na peça, é essencial praticar a sua organização na hora de responder.

SIGA FIRME NOS ESTUDOS

É isso galera, esperamos ter ajudado. Nosso último recado é o seguinte: a certeza que temos nessa vida é que estudo nunca é demais, seja para recorrer, para fazer a repescagem, para disputar cargos públicos ou para exercer a advocacia.

Lembra daquela velha conversa de mãe? Podem tirar tudo de você, menos o conhecimento que você adquiriu. É nossa preciosidade. Então invistam, desenvolvam, e valorizem o estudo de vocês! Vamos juntos.

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