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O que fazer quando o trabalho dos sonhos é uma grande decepção?

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

A expectativa de trabalhar em um órgão público pode se transformar em frustração quando você não conhece bem a cultura da instituição

Por Ana Laranjeira       
Dicas adaptadas da Revista Você/SA*

Atraídos pelos salários, milhares de concurseiros tentam, ano após ano, uma vaga no funcionalismo público. Muitos nem mesmo se dedicam em buscar informações sobre a carreira ou local de trabalho, com foco único em ser aprovado e conseguir a tão sonhada estabilidade. Passar no concurso sem saber o que, na prática, espera o servidor do outro lado dos balcões pode ser frustrante. É preciso se identificar com a carreira, ter habilidade e entender a dinâmica interna do órgão.

O desapontamento com o emprego é uma situação comum, em geral causada por um descompasso entre expectativa e realidade. Uma pesquisa do site Glassdor, que reúne avaliações de empresas por funcionários, mostra que, de cada dez profissionais que mudaram de emprego recentemente, seis se depararam com uma rotina muito diferente da esperada.

Reunimos, portanto, algumas dicas de como se precaver desse tipo de decepção quando o desejo é uma vaga no funcionalismo público:

O mito da perfeição
Na cabeça dos brasileiros, os órgãos públicos estão rodeados de uma aura de locais que oferecem as melhores oportunidades de emprego: bons salários, horários flexíveis, incentivo para crescimento profissional, estabilidade. Muitos deles são beneficiados pela reputação, mesmo que internamente sejam ambientes ruins.

Segundo a coach Eliana Dutra, em entrevista para a Revista Você/SA, “um órgão pode ser excelente para muitos, mas não para todos”. Portanto, é preciso colocar o pé no chão e conhecer a realidade das instituições antes de dedicar tempo e dinheiro na preparação.

Cultura institucional
É natural se sentir um forasteiro nos primeiros dias de um emprego novo. Falta conhecer as pessoas e os inúmeros códigos informais que regem os relacionamentos corporativos. Se a sensação se prolongar, é sinal de que pode faltar identificação com o órgão. Aí é hora de avaliar se vale tentar uma adaptação, revendo alguns hábitos e analisando se suas crenças e seu estilo realmente são únicos e não podem ser mudados.

Ambiente de forte pressão      
Não se iluda, o trabalho sob pressão afeta também os órgão públicos. Pouca gente escapa dessa realidade. Encontrar nos primeiros dias um ambiente assim pode ser traumático, por mais que a pessoa tenha uma breve ideia de como as coisas funcionam.

O conselho é enfrentar de peito aberto. “O profissional precisa insistir um pouco antes de desistir”, diz Mara Turolla, diretora de coaching da consultoria Career Center, de São Paulo. “As decisões devem ser mais racionais e menos por impulso”. Depois de ter ralado tanto para conseguir a vaga, não vale a pena abrir mão de tudo na primeira dificuldade.

Problemas com o superior      
Assim como em empresas privadas, os órgãos públicos também comungam de uma estrutura organizacional onde há chefes e subordinados. Raros são os casos em que um candidato se preocupa em conhecer o perfil dos seus superiores antes de tomar posse. Tentar saber mais sobre o futuro líder ajuda a prever problemas de relacionamento. No convívio, a orientação é evitar o confronto.

Qualidade de vida   
Uma promessa comum é a qualidade de vida. Muitas instituições, na hora de abrir seleção, omitem que têm um ritmo insano. A regra é pesquisar antes e conversar com servidores ativos até ter certeza de que não se trata de um pico passageiro de serviço. “Se os horários forem mesmo loucos, considere ganhar tempo em coisas como o transporte para o trabalho”, diz Mara Turolla, da Carrer Center.

Trabalho chato
Mesmo que o profissional faça o que gosta, encontrará atividades monótonas. A parte chata raramente é tema das conversas em fóruns e sites especializados em concursos, pois todos estão focados na preparação para a prova, e não para a rotina de trabalho. Descobrir uma forma leve de encarar o lado entediante do serviço público facilita o dia a dia.

O importante é saber que você pode fazer a diferença. Tome a iniciativa. “Experimente propor um novo projeto para o chefe ou uma nova forma de realizar as atividades”, diz Mônica Ramos, diretora do serviço de transição de carreiras da consultoria LHH/DBM, de São Paulo.

Identificação   
Todos os elementos citados acima mostram que as instituições públicas podem se parecer bastante com as empresas privadas. A diferença está, principalmente, nos critérios de seleção dos servidores. Os órgãos públicos costumam ser mais justos em seus processos seletivos, uma vez que priorizam o conhecimento do candidato. A conquista da vaga será unicamente mérito seu.

Para ser feliz e encontrar satisfação no que faz, é preciso se identificar com a profissão e com a área escolhida, além de procurar pessoas que exerçam ou já tenham exercido o cargo e conseguir delas a maior quantidade de informações possíveis. É por isso que o Portal Carreira Jurídica reuniu seus melhores professores para falar sobre o dia a dia em órgãos públicos pelos quais eles já passaram ou estão atualmente.

Assista aos vídeos e tome a decisão certa! Lembrando sempre: desistir não é uma opção!

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