Mulheres são maioria em concursos públicos - Portal de notícias CERS

Mulheres são maioria em concursos públicos

Por:
Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Fonte: Folha Dirigida

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Apesar da conhecida frase retirada da Constituição Brasileira de 1988, homens e mulheres, muitas vezes, continuam sendo tratados de formas diferentes. Sobretudo no que se refere ao mercado de trabalho. Em algumas circunstâncias, mulheres ganham salários inferiores aos de homens com as mesmas funções, ou são impedidas de ocupar o cargo desejado por não serem vistas com adequadas para tal.

As maiores mudanças no mercado de trabalho começaram a acontecer durante as duas Guerras Mundiais – quando as donas de casa passaram a ocupar os negócios da família enquanto os seus maridos lutavam longe de suas casas – e desde então, a emancipação das mulheres vem sendo cada vez mais aceita pela sociedade.

Segundo a Academia do Concurso, curso especializado, a presença das mulheres em salas de aula é 53,2%, contra 46,8% de homens. A Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos Públicos (Anpac) realizou, entre 2005 e 2007, pesquisa que apontava as mulheres como 50,35% dos candidatos. Isso mostra a crescente preocupação dessa parcela da sociedade em estar preparada para encarar a vida profissional.

“O mercado tem evoluído muito em relação à integração das mulheres nas empresas. A interação entre homens e mulheres traz uma visão mais harmônica e as pessoas interagem mais. As mulheres olham as coisas de forma diferente e possuem maior sensibilidade na hora de trabalhar e na hora de liderar”, afirmou Lairton Correira, gerente gestão de efetivo da Petrobrás. A empresa tem 57 mil empregados, dos quais 15% são mulheres, número significativo considerando o ramo de atuação. Também é importante constatar que desses 15%, 7,4% possuem o nível superior.

O interesse por concursos públicos pode ser visto como uma forma de escapar da desigualdade do mercado de trabalho, visto que, sendo aprovadas, elas não poderão receber salários inferiores aos que foram estipulados no contrato, independente do sexo. A estabilidade, entretanto, é sem dúvidas o maior atrativo para quem tem uma vida corrida e atribulada, com tarefas dentro e fora de casa.

Aprovada no concurso de 2008, a geóloga jr. Mirian Costa, da Escola de Ciências e Tecnologias de Exploração e Produção (ECTEP), da Universidade Petrobrás, não se surpreende com o grande número de mulheres liderando empresas tão renomadas como, por exemplo, a Petrobrás. “As mulheres estão cada vez mais se inserindo no mercado de trabalho e conseqüentemente chegando a cargos de liderança.”

Mas não são apenas as mulheres que estão gostando desse novo quadro e se adaptando bem a ele. Os próprios homens já demonstram estar se acostumando com a novidade. “Não vejo diferença com relação à prática das tarefas. A mulher já entra no mercado mostrando uma competência, muitas vezes, acima do esperado. Agora, ainda hoje, a mulher precisa lutar com mais força que os homens para conseguir se impor diante de um grupo”, constatou o gerente da Petrobrás. Mirian Costa confirma a boa aceitação, “até hoje nunca sofri nenhum preconceito, nem conheço alguém que tenha sofrido, desse modo não sei dizer se ainda existe muito, talvez um pouco para determinadas áreas”.

O preconceito certamente não deixou de existir, e esta questão ainda será muito discutida e debatida. Entretanto, tudo indica que a aceitação das mulheres no mercado de trabalho esteja colaborando para que a sociedade caminhe a passos largos para um Brasil onde todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Tags relacionadas:

COMENTÁRIOS