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MPT obriga Petrobras a negociar turno com empregados em Manaus

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

A Petrobras tem até as 19h00 desta quinta-feira (17/07) para negociar com os seus empregados da refinaria de Manaus (Reman) uma escala de trabalho que não os obrigue a ficar mais de oito horas na operação da unidade durante uma greve que tem previsão para terminar na sexta-feira (18/07).

De acordo com o procurador do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11/AM) Roberto Pinto Ribeiro, cerca de sete empregados da estatal ultrapassaram o limite de horário seguro para a operação da unidade e, depois de denúncia da Federação Única dos Petroleiros (Fup), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou que eles fossem para casa.

"A Petrobras explicou que não houve tempo hábil para discutir a escala com os empregados e levou colchões, escovas e pastas de dente para quem quisesse estender o turno. O procedimento estava errado e nós orientamos para liberar os empregados", explicou o procurador.

"Em momento nenhum ela (Petrobras) tentou impedir a saída dos funcionários, mas há um temor reverencial que tem o empregado temendo represália", completou.

A Fup convocou na terça-feira (15/07) uma greve de 48 horas a partir de hoje (17) como prévia de um movimento maior que deve ocorrer no dia 5 de agosto se a Petrobras não fizer nova oferta para aumentar o valor da participação dos empregados nos lucros da companhia.

De acordo com o procurador, em Manaus a greve teve pouca adesão, segundo dados informados a ele por sindicalistas locais, e dos 2 mil empregados da refinaria apenas cem teriam cruzado os braços. "Sugeri que eles negociassem entre eles, e se não der certo vamos servir de intermediadores", afirmou Roberto Ribeiro.

Ele descartou qualquer caracterização de cárcere privado, como vem sendo divulgado pela Fup, e ressaltou que a Petrobras tem demonstrado vontade de negociar para garantir a normalidade das suas operações.

Fonte: Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (AM)

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