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MPT em PE vai fazer parceria com municípios para erradicar Trabalho Infantil nos lixões

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Numa audiência para debater a questão ambiental no lixão de Camaragibe, município da Região Metropolitana do Recife, a procuradora Débora Tito, do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco, foi dialogar com a sociedade civil organizada sobre as nuances do Trabalho Infantil na localidade. A reunião foi convocada pelo promotor de Justiça do município, Miguel Sales, que também convidou representantes da Prefeitura, Conselho Tutelar e órgãos ambientais do Estado, a exemplo da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH). Com relação às questões ambientais, o promotor Miguel Sales informou que o problema já não está mais no âmbito ministerial e sim judicial.

Na oportunidade, a procuradora informou à secretária de Assistência Social de Camaragibe, Ana Farias, que irá convocar algumas prefeituras, em audiência, para formar uma parceria em prol da erradicação do Trabalho Infantil, com a proposição de políticas públicas, e abrir investigação sobre a situação das crianças no Lixão de Céu Azul. “Queremos buscar informações e formar uma ação em parceria com as prefeituras, sensibilizando os representantes dos municípios e Estado para o problema”, disse Débora Tito.

Situação das Crianças no Lixão – De acordo com o relatório da própria Secretaria de Assistência Social de Camaragibe, a situação das crianças e adolescentes no lixão traz riscos porque, além de ser uma área de difícil acesso, as crianças ficam em pequenas cabanas feitas de plástico, zinco ou madeira, onde se alimentam, descansam e se abrigam do sol. No dia-a-dia, eles se penduram nos caminhões de lixo, em frente às máquinas, além de muitos subirem nos caminhões. Eles identificaram 29 crianças e adolescentes na localidade, sendo 11 crianças e 18 adolescentes em situação de trabalho infantil. Há grupos de “atravessadores”,  responsáveis pela compra de materiais recicláveis, que utilizam armas de fogo, e além disso, ocorrem abordagens feita por adultos da localidade, confirmando possibilidade de exploração sexual.

FONTE: SITE DA PRT/6ª REGIÃO

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