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Ministério Público vê uso indevido de cooperativa

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

O Ministério Público do Trabalho em Bauru entrou com ação pública contra a C&A, uma das maiores redes de varejo do país, e três empresas -Lorsa, CWR Indústria e Confecção e CWR Lavanderia e Tinturaria- por supostamente usarem mão-de-obra de falsa cooperativa -a Cooperbrim.
Na ação, os procuradores pedem indenização de R$ 1,2 milhão (R$ 300 mil para cada empresa). Segundo os procuradores, a Lorsa, fornecedora da C&A, subcontratava os serviços da CWR, que, por sua vez, repassava o serviço para a cooperativa Cooperbrim. As duas últimas localizadas em Avaré.
"É uma cooperativa fraudulenta de trabalho. Pela lei do cooperativismo, os cooperados são todos parceiros e dividem lucros e prejuízos. Na cooperativa, os trabalhadores recebiam salário, estavam subordinados a um chefe e batiam cartão. Ou seja, o vínculo de trabalho está claro", diz Marcus Vinícius Gonçalves, um dos procuradores autores da ação.
Segundo ele, documentos com especificação de como as peças de marcas da C&A deveriam ser produzidas foram encontrados na Lorsa e na CWR.
Além da indenização, o MPT pede que os trabalhadores sejam contratados pela CWR e que a C&A não contrate mais esse tipo de serviço por meio de cooperativas, "mesmo que por meio de empresas interpostas".

Outro lado
A Lorsa informou que não sabia que a cooperativa trabalhava de forma irregular e que vai estudar as medidas que serão tomadas em razão da ação.
Segundo a C&A, todos os seus fornecedores são obrigados a fornecer a lista completa de empresas subcontratadas por eles. "A Socam [empresa autônoma que faz auditoria nos fornecedores] visitou a Lorsa Jeans, seu fornecedor, que informou ter a CWR como uma subcontratada. Por sua vez, a CWR não informou ter relacionamentos comerciais com a Cooperbrim. Sendo assim, a C&A não teve conhecimento da atuação da cooperativa na cadeia de fornecimento." A Folha não localizou os responsáveis pela Cooperbrim e CWR.

FONTE FOLHA DE SÃO PAULO – 18.12.2007

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