Manifestação de apoio aos alunos da segunda fase penal (V EXAME) - Portal de notícias CERS

Manifestação de apoio aos alunos da segunda fase penal (V EXAME)

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Renato Saraiva

ERROS E MAIS ERROS

Prezados alunos e leitores,

Sinceramente, lamentável o que ocorreu ontem. É injustificável que uma banca examinadora do porte de FGV permita que sejam aplicadas questões com erros grosseiros.

Como pode uma banca experiente soltar uma errata no decorrer de uma prova subjetiva, desequilibrando emocionalmente os alunos e causando uma verdadeira tragédia? Ora, se houve erro, o mais sensato seria deixar a prova transcorrer normalmente e, posteriormente, no espelho de correção, reconhecer o erro e aceitar todos os posicionamentos possíveis, flexibilizando a correção.

Também lamentável foi a nota divulgada pela FGV logo após a prova informando que ninguém ficou prejudicado e que foram acrescidos 30 minutos ao tempo da prova. Nas redes sociais ficou claro que em muitos locais não foi acrescido esse exíguo tempo de 30 minutos. E mesmo que tivesse sido acrescido, não seria suficiente, pois na maioria dos locais a divulgação da errata ocorreu quando já havia decorrido quase duas horas de prova. Portanto, no mínimo, deveria ter sido devolvido o mesmo tempo perdido pelos alunos na elaboração da resposta da questão com erro.

Ainda pior, com todo respeito, é o pronunciamento do Coordenador Nacional do Exame de Ordem, Dr. Marcus Vinicius Furtado Coelho, que se limitou a dizer que os prejudicados com o ocorrido poderiam recorrer após a divulgação do resultado preliminar. Permissa vênia Coordenador, não me parece correto que a OAB, ciente do problema e da lambança que ocorreu ontem, não adote medidas imediatas que resguardem os direitos dos examinandos em penal.

Admitir o erro e corrigi-lo não é uma faculdade da OAB, mas um dever de uma instituição séria e dotada de membros e dirigentes que lutam e atuam pelo respeito aos direitos de todos os cidadãos.

Os examinandos merecem respeito. Não é razoável que a OAB e a FGV errem, diga-se de passagem, GROSSEIRAMENTE, e ainda tenham a coragem de dizer que “quem se sentir prejudicado que recorra”.

Somos humanos e erramos. Aliás, só erra quem trabalha. Agora, admitir o erro também é prova de dignidade.

Tenho certeza que os examinandos perdoarão o erro grosseiro cometido. Agora, tenho certeza que jamais perdoarão a omissão da instituição que lutam para integrá-la.

Renato Saraiva

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