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Justiça confirma quebra de contrato em concurso da PRF

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

A Justiça Federal em Brasília confirmou nesta terça-feira (30/3) a rescisão do contrato firmado entre a Polícia Rodoviária Federal (PFF) e a Funrio para organização do concurso que seleciona 750 policiais rodoviários federais. A seleção da PRF foi suspensa em novembro de 2009, depois de suspeitas de fraude na elaboração das provas objetivas.

Como a Funrio não devolveu cerca de R$ 3,8 milhões arrecadados em inscrições, a Justiça Federal do DF também determinou o bloqueio de bens da organizadora, na mesma quantia devida à União. O dinheiro seria usado para pagar despesas com a contratação de professores que dariam aulas durante o curso de formação de policiais, que nem chegou a ser realizado.

A organizadora deve contestar a decisão. A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (30/3) que o presidente da Funrio, Azor José de Lima, “vai recorrer das decisões sempre que houver essa possibilidade”.

As provas do concurso da PRF foram aplicadas em outubro de 2009, mas na ocasião foram levantadas suspeitas de irregularidades como cópia dos cartões de resposta e indicações de que os primeiros colocados teriam feito a avaliação em salas extras. Muitos candidatos ainda reclamaram de terem feito os exames no Instituto Celso Lisboa, localizado na zona de conflito entre policiais e traficantes.

De acordo dados da PRF, a corporação tem um déficit de quase 4 mil policiais para fiscalizar as cerca de 66 mil de rodovias federais do país. Assim, a PRF tem urgência na retomada do concurso. As falhas na fiscalização, aliadas a casos de corrupção e postura inadequada de membros da corporação, denunciados em reportagem exibida no programa Fantástico, da Rede Globo, levaram à troca do comando da corporação.

No dia 28 de março, a inspetora Maria Alice Nascimento Souza, até então superintendente da PRF no Paraná, assumiu interinamente a direção-geral do departamento, no lugar do inspetor Hélio Cardoso Derenne, que estava há oito anos na função. “Há 15 anos, a Polícia Rodoviária Federal tinha o mesmo número de servidores que dispomos hoje. O grande problema é que neste período, a malha viária sob responsabilidade da PRF cresceu 77% e a frota de veículos em circulação aumentou 134%”, apontou Derenne.

Com informações do CorreioWeb.

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