Grupo de Estudos do MPT quer apresentar aos clubes de futebol propostas para combater a exploração de jovens atletas - Portal de notícias CERS

Grupo de Estudos do MPT quer apresentar aos clubes de futebol propostas para combater a exploração de jovens atletas

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Fazer uma avaliação das condições a que são submetidos jogadores de futebol em formação. Este é o objetivo Grupo de Estudos do Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT/SP) sob a coordenação da procuradora do Trabalho, Cláudia Regina Lovato Franco e da Coordenadora Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), Mariza Mazotti.

As reuniões deste Grupo de Estudos tem agregado representantes de vários segmentos da sociedade ligadas ao problema da exploração do trabalho infantil, entre eles, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Conselhos Tutelares, Conselho Municipal da Criança e Adolescente e professores de Educação Física.

Na reunião da útlima terça-feira (08/07), dois principais problemas foram discutidos: a pressão que a própria família faz sobre o jovem atleta na expectativa de transformá-lo num craque de futebol e a intermediação feita pelos chamados empresários de futebol que recebem dos pais uma procuração para representar os atletas nos clubes.

Triste realidade

A procuradora do Trabalho Claúdia Regina Lovato Franco destacou o triste cenário a que estão submetidos muitos jovens. “Boa parte dos garotos está longe da família, fora da escola, vivendo em condições precárias em alojamentos, sem assistência médica ou psicológica, e sem cuidados com a alimentação”, afirmou.

Tal realidade está sendo investigada pelo Ministério Público do Trabalho em, aproximadamente, dez estados do país.  “Assegurar que tenham seus direitos fundamentais respeitados e que não sejam submetidos a nenhuma forma de exploração. Essa é a preocupação do Ministério Público do Trabalho”, afirmou a Coordenadora da Coordinfãncia, Mariza Mazotti.

Iniciativa de Sucesso

A partir da atuação do MPT, que propôs Termos de Ajustamento de Conduta a alguns clubes de futebol por conta da Lei da Aprendizagem, o Sindiclube-Sindicato dos Clubes que reúnem duas mil entidades, em todo o estado, elaborou um programa que “permite que, ao se credenciar no sindicato, o clube pode atuar como unidade formadora com cursos profissionalizantes”, afirmou o diretor do Sindiclube, Reginaldo Teixeira Rosa. Podem participar crianças à partir dos 14 anos e em condições sociais menos favorecidas.

A procuradora do Trabalho Mariza Mazotti lembrou que é preciso reunir esforços para combater a exploração do jovem atleta em formação. “Só se pensa na fabricação de craques mas temos que pensar nas nossas crianças como cidadãos", salientou.

Para as próximas reuniões, o Grupo de Estudos pretende ouvir um representante da Federação Paulista de Futebol para saber como são feitas as inscrições dos jovens atletas na entidade. O Grupo pretende também convocar atletas de renome nacional que conheçam a realidade do esporte brasileiro.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) 

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