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Google recebe solicitações para ?esquecer? alguns fatos

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Político malcriado, pedófilo condenado e médico antiético pedem ao Google para “serem esquecidos” pelo sistema de busca

Por Ana Laranjeira

“Decepcionante” e “Surpreendente”, essas foram as expressões utilizadas pelo Google e pela Wikipedia, respectivamente, para descrever o julgamento do Tribunal Europeu que entendeu que um indivíduo pode forçar o Google a remover resultados “irrelevantes e desatualizados” sobre ele. É o chamado “Direito ao esquecimento”. A decisão foi na última terça-feira (13).

Defensores da liberdade de expressão da organização Index on Cersorship alertam que o julgamento “deveria causar um frio na espinha de qualquer cidadão da União Européia que acredite na importância da liberdade de expressão e do livre acesso à informação”.

Logo após o julgamento, o Google passou a receber inúmeros pedidos de remoção de resultados de busca. Entre eles, um ex-político que busca reeleição pediu a remoção de links para um artigo sobre seu comportamento no cargo; um homem condenado por possuir imagens de crianças sofrendo abuso também requisitou que links para páginas sobre sua condenação sejam removidos; além também de um médico que deseja que avaliações negativas sobre si, feitas por seus pacientes, sejam removidas dos resultados.

Apesar de o julgamento se referir especificamente a buscadores e entender que apenas os links para as informações, e não as informações em si, devem ser removidos, alguns jornais já notaram um aumento no número de pessoas solicitando a remoção de notícias.

O primeiro caso      
O caso que motivou o julgamento foi o de um cidadão espanhol que entrou com uma ação judicial para remover dos resultados do Google o anúncio do leilão de sua casa, que tinha por objetivo liquidar dívidas que possuía, alegando que a informação estaria infringindo sua privacidade.

O resultado surpreendeu por ser contrário ao parecer do Advogado Geral Europeu, que entendeu que os buscadores não são obrigados a atender tais pedidos de remoção.

Viviane Reding, Comissária da União Européia, descreveu a decisão como “uma clara vitória para a proteção dos dados pessoais dos europeus”, mas muitos estão preocupados com as consequências contra a liberdade de expressão e acesso à informação.

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