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Falta de lei penal pode absolver fraudadores de concursos

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Ana Laranjeira       
Com informações do Correio Braziliense

Sete anos depois do escândalo provocado pela Operação Galileu, responsável pela revelação da existência da máfia dos concursos, com atuação no Distrito Federal e em todo o país, a ação penal contra os 44 envolvidos no caso está pronta para a sentença. Mas um desfecho inimaginável pode ocorrer. A maioria dos envolvidos nas fraudes pode sair do caso sem uma condenação por falta de uma lei que a enquadre. Autor da denúncia, o Ministério Público Federal pediu a absolvição de todos os candidatos que comprovadamente compraram gabarito para passar na frente de quem se preparou arduamente na intenção de disputar um cargo público.

Nas alegações finais, o procurador da República Francisco Guilherme Vollstedt Bastos defende a condenação de apenas de três personagens do esquema: Hélio Garcia Ortiz, apontado como o líder da máfia; Fernando Leonardo Oliveira Araújo, ex-funcionário do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe); e a mulher dele, Carlimi Argenta de Oliveira. Eles devem responder pelos crimes de violação do sigilo funcional e lavagem de dinheiro.

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