Estude menos e aprenda mais - Portal de notícias CERS

Estude menos e aprenda mais

Por:
Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Ana Laranjeira       
Dicas adaptadas da Revista Você/AS*

Aparentemente, a ideia de que estudar muitas horas significa aprender na mesma medida é uma verdade inquestionável. Dizem os concurseiros que este é o preço a se pagar por uma carreira bem sucedida. Porém, pasmem, tudo isso vira mito quando analisamos os resultados de pesquisas recentes que afirmam que o cérebro precisa de descanso para ser mais eficiente. E a experiência comprova que dá para estudar menos e chegar a resultados melhores.

Para que isso aconteça, estudiosos e pesquisadores sugerem que os estudantes repensem as próprias atitudes e descubram como podem contribuir para um cronograma mais eficiente, que no fim do mês pode, sim, significar menos tempo dedicado aos livros e aulas. A fórmula não é mágica e dá para trazer para a realidade. Confira algumas dicas:

1) Meditação e foco 
Os sentimentos durante a preparação para concursos se repetem a cada prova. A pressão por resultados aumenta na mesma medida que o estresse e a falta de habilidade emocional para lidar com situações difíceis. Meditar é uma das maneiras de encontrar um ativo escasso no mundo dos concurseiros hoje: foco.

Pesquisas mostram que fazer mais de uma atividade por vez pode diminuir a capacidade cerebral em até 40%. E que manter a concentração aumenta a qualidade do que é produzido e reduz a quantidade de horas necessárias para a conclusão de cada disciplina. Parece simples de resolver, mas monopolizar a atenção em tempos de conexão máxima é um desafio. O engenheiro Chade-Meng Tan, do Google nos Estados Unidos, propõe pequenos intervalos com exercícios simples de meditação, que podem ser feitos até mesmo na mesa de estudos. Com a prática, o foco vira um hábito.

O programa de ChadeMeng, que vem dando certo em várias empresas, fez tanto sucesso que virou livro em 2012, lançado em fevereiro deste ano no Brasil com o título Busque Dentro de Você (Editora Novas Ideias).

Segundo ele, “meditar aciona o córtex pré-frontal, região cerebral que processa a força de vontade. Quanto mais estímulos nessa área, mais capacidade produtiva você vai ter. O cérebro trabalha em ciclos de 90 minutos e requer intervalos de 10 minutos.” Essas paradas não podem ser preenchidas com outras tarefas ou com um passeio pelas redes sociais. Para funcionar, é preciso mudar o foco de atenção. É possível conseguir um efeito semelhante ao da meditação olhando a paisagem da janela do quarto.

2) Modere o cafezinho    
“Sem descanso, os neurônios são privados da quantidade ideal de oxigênio, o metabolismo desacelera e a produtividade cai”, afirma o psiquiatra e consultor organizacional Frederico Porto, de Belo Horizonte. É por isso que quem passa muitas horas estudando tende a compensar a falta de descanso com açúcares e outros carboidratos e tomando café para ter mais energia. Essa é uma saída de curto prazo.

Os efeitos desses alimentos no organismo são como os das drogas: primeiro eles jogam você lá em cima, depois entram em queda, fazendo subir sua vontade pelo próximo lanchinho. Resultado: nova lentidão no sistema e nova interrupção para turbinar o cérebro mais uma vez.

3) Crie um método  
Outra questão fundamental é que todos nós temos um ritmo biológico, chamado de ciclo circadiano. Alguns produzem melhor pela manhã, outros à tarde ou à noite. Muitas vezes, o estudante tem apenas um espaço de tempo determinado para estudar, e escolher o turno não é uma opção, mas é possível planejar as disciplinas mais difíceis ou complexas para o período em que você rende mais.

E, nessas horas, é útil ter um método que o ajude a desligar os gatilhos da distração, como desativar mensagens de aviso que aparecem na tela do computador a cada e-mail que chega e fechar janelas do navegador de internet, principalmente as das redes sociais.

4) Sinta-se feliz      
ChadeMeng alerta que os estudantes precisam parar de acreditar que o sucesso gera felicidade. “É a felicidade que traz o sucesso, porque pessoas felizes são mais criativas e produtivas”, diz ele. Ter habilidade de aquietar a mente, para pensar com mais clareza e ser mais criativo, buscar o autoconhecimento, para saber que pontos precisa trabalhar, e contagiar positivamente os outros. Se as pessoas veem você feliz, também ficam bem. Com isso, vão querer estar por perto e retribuir esse sentimento.

5) Compartilhe
Outra estratégia é participar de grupos de estudantes que se unem em torno de uma causa comum. Compartilhar materiais de estudo e ouvir as dicas dos demais concurseiros podem ajudar a criar o seu próprio método de estudos.

Quem passou por situações similares afirma que a produtividade é fruto de três coisas: criatividade para buscar soluções em situações difíceis e conseguir o engajamento das pessoas; coragem para enfrentar o medo de fazer e errar; e propósito, que mantém você focado em uma missão.

6) Reforce o desempenho       
Buscar novas e diferentes fontes de conteúdo e informação é importante na hora de mostrar mais resultados, com mais qualidade e em menos tempo. Estudantes bem preparados costumam conquistar mais autonomia, fundamental para quem deseja ter controle sobre as horas dedicadas aos livros e aulas.

*As dicas desta matéria foram adaptadas da publicação “Trabalhe menos, faça mais” da Revista Você/AS

Você também pode se interessar pelo seguinte conteúdo:

Juridiquês: Entenda essa língua estranha – Revista Edital 13ª edição – Versão Light

 

 

Tags relacionadas:

COMENTÁRIOS