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Confirmadas 250 vagas para Delegado da Polícia Civil de São Paulo

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Atualizado em 06/11/2017 - 19:02

Do total das 2.750 vagas oferecidas no certame para o preenchimento do quadro de servidores da Polícia Civil de São Paulo, que já foi autorizado, 250 serão destinadas para o cargo de Delegado.

Dados do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindpesp) reforçam a situação alarmante de déficit profissional de 9 mil cargos de delegados no Estado de São Paulo: dos 645 municípios paulistas, 256 não têm delegado titular. No interior paulista, pela falta delegados, os profissionais em atividade são responsáveis por até quatro municípios simultaneamente e convivem com a falta de investigadores e escrivães. Enquanto que na capital, dos 93 distritos policiais, apenas 27 funcionam 24 horas por dia e grupos de elite especializados reduziram o efetivo.

Diante desse cenário, a delegada Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindesp, afirma que a Polícia Civil vive uma situação de desmonte. “Com um efetivo muito abaixo do mínimo razoável, a qualidade de investigação e de atendimento à população caem. Isso sem considerar que muitas delegacias estão sucateadas, sem condições de trabalho. Com 1,8 mil aposentadorias pedidas para este ano, outras 3,2 mil que serão solicitadas e sem reposição, a tendência é piorar”, diz Gallinati.

A presidente segue visitando as 70 delegacias seccionais de São Paulo buscando realizar uma radiografia exata do problema denominado por ela de “sucateamento da Polícia Civil”. Ainda de acordo com Raquel, a chave do problema está no fato de que os policiais civis se aposentam, mas o governo não repõe as vagas. Ela explica: “a nossa polícia está envelhecida: 44% dos delegados titulares têm mais de 50 anos e apenas 3% dos policiais civis, menos de 30. É difícil alguém com boa formação jurídica aceitar receber o pior salário do País, R$ 10.050”

Tudo sobre o concurso para delegado da Polícia Civil de São Paulo

Os concurseiros que sonham com as carreiras policiais têm mais um motivo para comemorar! O governador Geraldo Alckmin autorizou, nesta quarta-feira, dia 1º de novembro de 2017, o concurso para a Polícia Civil de São Paulo (PC SP). A publicação no Diário oficial confirma as 2.750 vagas para diversos cargos de nível médio e superior anunciadas em evento no Palácio dos Bandeirantes. Os salários variam entre R$ 3.428,38 e R$ 10.142,55.

Confira tudo sobre o concurso para Delegado da Polícia Civil de São Paulo aqui!

No último dia 21 de dezembro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei orçamentária estadual que prevê R$115,5 milhões para realização Concurso Polícia Civil de São Paulo.

O pedido, que tramita desde maio de 2016 na Secretaria de Gestão Pública (SGP/SP), visa preencher 4.438 vagas em 2017, sendo 2.074 para o novo concurso e 2.364 para convocação de aprovados em concursos anteriores.

De acordo com dados antereiores, das então 2.074 solicitadas para novos concursos, 253 seriam para cargos com exigência de ensino médio e 1.821 para carreiras com necessidade de nível superior, que oferecem remunerações iniciais que variam de R$ 3.365 a R$ 10.079,28, com jornadas de trabalho de 40 horas semanais.

Das 253 vagas, 86 seriam para o cargo de fotógrafo técnico pericial, 40 para desenhista técnico pericial, 59 para atendente de necrotério policial e 68 para auxiliar de necropsia. Para o cargo de atendente de necrotério, a remuneração inicial seria de R$3.365,00, já incluso adicional de insalubridade no valor de R$571,51, para o restante dos cargos, a remuneração inicial é de R$4.023,29, já incluso benefício.

Das 1.821 vagas, 1.012 seriam para investigador de polícia, 296 para escrivão, 329 para perito criminal, 104 para médico legista e 80 para delegado. As remuneraçõs iniciais variam de R$4.171,49 para escrivão, R$8.538,49 para perito e legista e R$10.079,28 para delegado, já incluso adicional.

Sobre a carreira de Delegado

Uma das carreiras mais cobiçadas no universo jurídico é a de delegado. O cargo é exercido por servidor público aprovado em concurso e exige-se de nível superior em Direito. No entanto, para seguir carreira é preciso algo a mais: vocação.

O Código de Processo Penal Brasileiro confere ao delegado de Polícia o status de Autoridade Policial (Art. 4º, caput). Sua formação profissional é realizada na academia de polícia do seu Estado.

São atribuições do Delegado de Polícia, entre outras previstas em Lei: presidir inquéritos policiais, elaborando Portarias, despachos interlocutórios e relatórios finais, termos circunstanciados e autos de prisão em flagrante; apreender objetos que tiverem relação com o fato delituoso e requisitar perícias em geral para a formalização da prova criminal; cumprir e fazer cumprir mandados de prisão; dirigir e orientar a investigação criminal e todos os atos de polícia judiciária de uma Delegacia de Polícia ou qualquer outro órgão policial; proceder a verificação e exame dos atos ilícitos chegados a seu conhecimento, tomando as providências jurídicas que o caso requer; elaborar relatórios, bem como, representar pela decretação judicial de prisões temporárias; proceder a sindicâncias administrativas, processos administrativos disciplinares; expedir e fiscalizar a emissão de documentos públicos de sua competência; gerenciar o órgão policial em que estiver lotado; realizar atividades afins ou correlatas.

Se o seu objetivo é tornar-se Delegado da Polícia Civil de São Paulo, confira a entrevista exclusiva com o professor do CERS e Delegado de Polícia, Eduardo Fontes clicando AQUI.

Prepare-se para concursos de Delegado de Polícia

Dicas de estudo do professor de Direito Penal Geovane Moraes:

O professor de Direito Penal Geovane Moraes elaborou dicas exclusivas para os concurseiros que estão se preparando para concursos de Delegado de Polícia. Aproveite as dicas e intensifique os seus estudos:

DICA 1 – Conforme jurisprudência pacífica dos Tribunais Superiores, é inaplicável o princípio da insignificância ao crime de contrabando, crime este tipificado ao teor do artigo 334 – A do Código Penal Brasileiro.

DICA 2 – No Direito Penal Brasileiro, adota-se a Teoria Objetiva Temperada ou Mitigada, para o regramento do crime impossível, também chamado de tentativa inidônea, o que significa que o agente não responde, inclusive pela tentativa, diante da impossibilidade da consumação do crime em razão da ineficácia absoluta do meio ou da absoluta impropriedade do objeto.

DICA 3 – Não ofenderá o princípio da legalidade o juiz que, ao prolatar sentença condenatória, reconhecer de ofício, em favor do réu, atenuantes que não estejam previstas em lei nem foram alegadas pelas partes.

DICA 4 – Caso exista concurso formal ou material de crimes punidos com pena de multa, ao condenado devem ser aplicados distinta e integralmente as multas referentes a cada um dos delitos.

DICA 5 – Os artigos 91 e 92 do Código Penal Brasileiro estabelecem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Dentre esses efeitos, temos a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, no caso de crime doloso apenado com reclusão e cometido contra filho, tutelado ou curatelado, desde que motivadamente declarada na sentença, nos termos do artigo 92, inciso II em combinação com seu parágrafo único.

Confira também os Concursos previstos para o cargo de Delegado de Polícia Civil

Eis a questão especial para o último concurso para Delegado da Polícia Civil de São Paulo:

 

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