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Equívocos comuns cometidos por concurseiros

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Artigo escrito pela Mestre em Psicologia e autora do livro “Preparação Emocional em Concursos Público: equilíbrio e excelência”, Luiza Ricotta, para o Jornal dos Concursos

Alguns dos equívocos cometidos por candidatos em vista da carreira pública, e mais precisamente no seu processo de aprovação, está no modo como escolhem o cargo para o qual pretende prestar concurso. Inicialmente levará em conta sua motivação “espontânea” para determinada função numa espécie de visão idealizada do que a função exija. Escolhem muitas vezes pela admiração e eleição de modelos que estão disponíveis e presentes em suas atividades, até pelas pessoas que passam pelo seu caminho profissional. Isso é natural! É um modo de ir definindo o seu projeto de carreira. Passando a imitá-los e fazer parecido do modo como elas atuam. Talvez, por isso as pessoas em geral busquem caminhos já trilhados, como forma de se espelharem e de buscar incentivo, crença e modelos para a sua atuação enquanto candidato.

Buscar a melhor maneira, os melhores métodos são, em grande parte, o centro dos pensamentos em torno da aprovação… É o que mais vão indagar, pois desejam descobrir o acesso e lhes direciona para atingir a vitória, visualizá-la inicialmente para então direcionar a sua concretização.

Toda efetivação se dá pela possibilidade vista na fase da visualização, dos chamados sonhos e ideais.

No entanto, é trilhando que se descobre a melhor forma, é percorrendo o próprio trajeto, dando curso e dinamismo ao seu processo de aprovação. Este, por sua vez, vai se tornando apropriado a você.

De nada adianta ver-se em situações muito distanciadas das suas possibilidades, daquelas que contribuem para sentir-se defasado, aquém, com medo, ansioso. Todas essas formas são vividas como se a efetivação de sua rota fosse toda ela muito grandiosa, pedindo e solicitando muito da sua capacidade, mais do que na verdade possa dar conta. É como entrar em um local extremamente majestoso e tal ambiente lhe revelar sua intimidação, seu desajeito com relação à realidade.

Alguns candidatos criam verdadeiras armadilhas como, por exemplo, incorrer na escolha de uma função pública tendo como seu atrativo tão somente a recompensa financeira, status ou glamour que esta posição possibilite; desprezando aspectos pessoais envolvidos, tais como afinidade, características, vocação, talento, recursos pessoais e emocionais.

Se o candidato deixa de estar conectado consigo mesmo, se pouco se conhece, e não estiver atento a si mesmo e aos seus sinais, poderá criar barreiras para si e inúmeros desconfortos em razão de sentir-se diante de uma fronteira intransponível. Vê diante do seu percurso de aprovação, uma muralha que o limita a chegar onde pensava que seria a sua melhor escolha.

Dificilmente percebe que deixou de se aliar pessoalmente ao plano. Passa a duvidar de si, da sua competência. Exige-se de forma a sentir-se derrotado moralmente diante do desafio que tem pela frente. Distante da sua realidade, não consegue ter olhos para enxergar que precisa muito mais que escolher uma carreira em que possa ter um ótimo salário. Querem saídas para seu impasse e enquanto não reconhecerem que sua ascensão é multifatorial, andará em círculos, buscando respostas onde falta incluir ingredientes: análise e descrição da função, verificação das suas habilidades, alinhamento das suas características pessoais com a função, momento de vida, equilíbrio emocional, criatividade para se adequar e obter melhores respostas diante das situações.

A vida em concursos é envolvida em superações de ordem técnica, que estão atreladas ao conhecimento e aos recursos facilitadores de aprendizagem e ao seu preparo emocional que, ao ser gerenciado vai sendo educado e aperfeiçoado, resultando em habilidades que denotam equilíbrio e maturidade emocional, no melhor uso dos seus recursos pessoais como forma de lhe amparar nas situações que for vivenciar.

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