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Em miúdos: concursos do Planejamento e FNDE

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Ana Laranjeira

Duas grandes instituições federais têm concursos abertos com muitas vagas atualmente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Todas as oportunidades são para a capital do país, Brasília.

Reunimos aqui todas as informações que você precisa ter em mãos para tentar uma das vagas oferecidas. Confira detalhes:

Ministério do Planejamento    
O órgão oferece 825 vagas de analista técnico de políticas sociais e é preciso ter graduação de nível superior em qualquer área de formação para poder exercer o cargo.

O número de vagas se divide de acordo com a área de especialidade: são 77 vagas para assistência social, 30 para educação, 248 para gestão social, 20 para previdência e 450 para saúde. Todas com reserva de vagas para candidatos com deficiência. Os salários podem chegar a R$ 5.466,53.

As inscrições vão até o dia 16 desse mês e as provas serão na data provável de 18 de novembro. Já na inscrição, o candidato deverá escolher a área para a qual deseja concorrer, pois isso definirá o grupo de matérias específicas que precisará estudar.

Em sua coluna no G1, a fiscal de rendas Lia Salgado explica partes do edital que falam sobre as provas para que nenhum detalhe passe despercebido. Vamos acompanhar:

A banca organizadora é a Escola de Administração Fazendária (Esaf), e o concurso consistirá em provas objetiva, discursiva e de títulos. As provas serão realizadas no local escolhido pelo candidato no momento da inscrição.

A prova objetiva de conhecimentos básicos, comum a todos os candidatos, valerá 120 pontos ponderados e cobrará 70 questões, sendo: língua portuguesa (15 questões com peso 2), inglês (5, com peso 1), gestão de pessoas (5, com peso 2), direito público (15, com peso 1), políticas públicas (10, com peso 2), economia brasileira contemporânea (10, com peso 2) e realidade brasileira (10, também com peso 2).

Sob o título “direito público” encontramos tópicos relacionados às disciplinas: direito constitucional, direito administrativo, finanças públicas e meio ambiente, entre outros. Esse concurso tem características próprias e cobra, mesmo na prova de conhecimentos básicos, conteúdo bastante relacionado à futura atividade, inclusive com legislações recentes como a lei de acesso à informação e sua regulamentação – Lei nº 12.527/2011 e Decreto nº7.724/2012, respectivamente. Assim, vai se diferenciar o candidato que tenha conhecimento prévio em direito constitucional, administrativo, finanças públicas e orçamento. O resto do conteúdo programático deve ser novo para a maioria e isso torna a disputa mais homogênea.

A prova objetiva de conhecimentos específicos também valerá 120 pontos ponderados, e serão 60 questões, valendo 2 pontos cada uma. As disciplinas cobradas variam de acordo com a área escolhida, mas em todas haverá legislação (20 questões) e políticas sociais (20 questões) da área, além de assuntos como gestão e outros.

O candidato precisará fazer no mínimo 60 pontos em cada prova (conhecimentos básicos e específicos) e 144 pontos no somatório das duas, para não ser eliminado do concurso. Além disso, precisará ficar classificado, na sua área, até a posição indicada no quadro que consta do subitem 13.1 do edital para ser chamado para fazer a prova discursiva.

As provas objetivas estão previstas para o dia 18 de novembro de 2012. Já a discursiva será marcada posteriormente – a informação será divulgada no site da Esaf. Os candidatos precisarão ficar atentos, porque a convocação para a realização da etapa discursiva será por meio de novo edital, publicado no “Diário Oficial da União”. A Esaf disponibilizou em sua página um cronograma previsto, que poderá ser alterado.

A prova discursiva vale 60 pontos e constará do desenvolvimento de 1 tema (relacionado às disciplinas de direito público, políticas públicas, economia brasileira contemporânea e/ou realidade brasileira) e 1 questão sobre as disciplinas específicas, de acordo com a área escolhida. O candidato precisará fazer, no mínimo, 70% da pontuação dessa prova para não ser excluído do concurso.

Os candidatos não eliminados serão convocados (por edital publicado no DOU) para a etapa de apresentação de títulos. Serão aceitos certificados de pós-graduação e diplomas de mestrado e doutorado, sendo que as habilitações que forem específicas na área para a qual o candidato concorre valem mais. Também será pontuada experiência profissional na área. A etapa valerá, no máximo, 10 pontos.

Os candidatos aprovados dentro das vagas oferecidas no edital deverão ser nomeados dentro do prazo de validade do concurso, que é de um ano, podendo ser prorrogado por mais um. Os demais aprovados e que ficarem classificados até a posição estabelecida no anexo II do Decreto nº 6.944/2009 permanecerão em cadastro de reserva, podendo ser ou não nomeados dependendo do surgimento de vagas para a sua área, durante a validade do concurso.

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação   
O órgão oferece 140 vagas, divididas da seguinte forma: 70 vagas de nível médio para o cargo de técnico em financiamento e execução de programas e projetos educacionais e 70 vagas de nível superior para o cargo de especialista em financiamento e execução de programas e projetos educacionais. Dentre estas, há reserva de 4 vagas para deficientes em cada cargo.

Uma ótima informação é que o salário pode ser aumentado conforme a titulação do candidato (especialização, mestrado ou doutorado). O salário para o cargo de nível superior varia de R$ 5.357,95 (R$ 3.941,15 + R$ 1.416,80 de gratificação) a R$ 7.773,95, se o candidato tiver diploma de doutorado. Já para o cargo de nível médio varia de R$ 2.671,21 (R$ 2.128,81 + R$ 542,40 de gratificação) a R$ 3.118,21, se o candidato tiver curso de qualificação com 180 horas de duração.

A banca examinadora é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) e a prova será composta de itens para julgamento no estilo “certo ou errado”. Vale lembrar que uma marcação em desacordo com o gabarito oficial contará 1 ponto negativo.

Haverá provas objetivas para os 2 cargos, que deverão acontecer no dia 11 de novembro de 2012, no turno da manhã para os candidatos ao cargo de especialista e no turno da tarde para os técnicos. Os candidatos ao cargo de especialista farão também prova discursiva, no mesmo dia.

O conteúdo programático é bastante parecido para os dois cargos, variando, em algumas disciplinas, o nível de detalhamento. Como a maioria das matérias cobradas é comum a diversos concursos, o candidato que já estuda há algum tempo terá facilidade em acrescentar as poucas disciplinas que faltarem e conseguir uma boa preparação até a data da prova. É o caso, por exemplo, de quem estuda para tribunais ou mesmo para a área fiscal.

Serão 50 itens de conhecimentos básicos (português, raciocínio lógico, informática e atualidades) e 70 de específicos (direito administrativo, direito constitucional, orçamento e legislação), para os 2 cargos. O candidato precisará fazer, no mínimo, 10 pontos na prova de conhecimentos básicos, 21 na de específicos e 36 pontos no somatório das duas provas para não ser excluído do concurso.

Os candidatos ao cargo de especialista classificados em até 10 vezes o número de vagas terão a prova discursiva corrigida. A prova valerá 20 pontos e o candidato precisará fazer, no mínimo, 10 pontos.

Haverá, ainda, curso de formação para os dois cargos.

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