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Dicas para o concurso do TCU

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Artigo escrito pela colunista do G1 e consultora em concursos públicos, Lia Salgado

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu inscrições na última segunda-feira (5) para 70 vagas de nível superior, sendo 68 para qualquer área de formação e 2 para quem é formado em psicologia. Com remuneração atrativa -R$ 11.256,83-, o único problema, para alguns, é que a maior parte das vagas é para Brasília.

O TCU é um tribunal administrativo e tem a atribuição de auxiliar o Congresso Nacional no exercício do controle externo. Com competências estabelecidas na Constituição Federal (artigos 71 a 74 e 161), julga as contas de administradores públicos e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos federais, bem como as contas de qualquer pessoa que cause a perda, extravio ou outra irregularidade que resulte em prejuízo ao erário.

As vagas são para o cargo de auditor federal de controle externo. Para a área de controle externo –típica do órgão-, são 42 vagas em auditoria governamental, sendo 20 em Brasília, e as outras distribuídas em estados das regiões Norte e Nordeste do país. Há ainda 26 vagas em auditoria em obras públicas, todas para Brasília.

O prazo de validade do concurso para esses cargos é de 90 dias improrrogáveis, contados da data da homologação do concurso, o que indica que os aprovados serão rapidamente nomeados e empossados.

Já para a área de apoio técnico administrativo são somente 2 vagas, em Brasília, e é exigido o nível superior em psicologia e registro no respectivo conselho. O concurso para essas vagas terá prazo de validade de 1 ano, prorrogável uma única vez por igual período.

Etapas do concurso    
O concurso constará de provas objetivas e discursivas, de caráter eliminatório e classificatório, e a banca examinadora escolhida é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

Para todos os cargos, haverá a prova de conhecimentos básicos, com 100 questões objetivas, valendo 1 ponto cada, e 2 questões discursivas. A prova de conhecimentos específicos também constará de 100 questões objetivas, valendo 2 pontos cada, e 1 questão discursiva, além de uma redação técnica.

As provas objetivas serão do estilo tradicional utilizado pelo Cespe/UnB, que inclui itens para julgamento de certo ou errado. Vale lembrar que, a cada item com marcação incorreta, o candidato perde 1 ponto na prova de conhecimentos básicos e 2 na de conhecimentos específicos. Itens em branco ou com marcação dupla (C e E) não valem ponto.

Nesse estilo de prova, é preciso evitar o “chute cego” -quando o candidato não tem mesmo noção da resposta- porque pode reduzir os acertos. Por outro lado, deixar muitas questões em branco pode fazer com que o candidato não consiga atingir a pontuação mínima exigida. Então, é preciso uma avaliação cuidadosa para saber o melhor a fazer.

Para não ser reprovado, o candidato deverá obter, no mínimo, 40 pontos na objetiva de conhecimentos básicos e 80 na objetiva de conhecimentos específicos.

A partir daí, para ter as provas discursivas corrigidas, o candidato deverá ficar dentro do número de classificação estabelecido no edital, por cargo/área de lotação. Quem não conseguir estará eliminado do concurso.

As provas discursivas valerão, no total, 80 pontos, e o candidato precisará fazer, no mínimo, 50% para não ser eliminado.

As provas estão previstas para acontecer nos dias 29 (conhecimentos básicos) e 30 de outubro (específicos).

Depois de tudo isso, haverá a segunda etapa do concurso, que é o curso de formação, de caráter eliminatório, a ser realizado em Brasília, a cargo do TCU.

Matérias   
O conteúdo programático de conhecimentos básicos para os dois cargos típicos de órgãos de controle e gestão é parecido: português, direito constitucional, direito administrativo, direito civil, direito processual civil, direito penal, inglês e controle externo para o cargo de auditoria governamental e, para o de auditoria em obras públicas, são incluídas administração financeira e orçamentária e auditoria também como básicos.

Os específicos variam um pouco, mas estão presentes as matérias de praxe em concursos para tribunais de contas: administração financeira e orçamentária, análise e administração pública e auditoria, para o primeiro cargo. Já o segundo tem todas as matérias específicas relacionadas a obras (rodoviárias, de edificações e hídricas).

Para o cargo de psicólogo, as matérias básicas incluem português, direito constitucional, direito administrativo, controle externo e inglês, além de saúde nas organizações. As específicas são relacionadas à profissão.

Com menos de dois meses até a prova, não é um concurso para amadores ou iniciantes, em razão da quantidade de matérias e profundidade dos conhecimentos exigidos. Mas, para quem já tem uma preparação razoável para a área fiscal, o tempo pode ser suficiente para incluir os novos assuntos. Ou então, melhor ainda, para aqueles que já vinham se preparando para cargos na área de controle e gestão.

 

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