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Dicas para o concurso do TCU, nível médio

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Ana Laranjeira

Passeando pelos sites de notícias, achei essas dicas ótimas para quem se prepara para o concurso da AGU, de autoria da colunista Lia Salgado, que também é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro e consultora em concursos públicos. As provas estão programadas para o dia 2 de setembro e quem ainda quer ter chance de ser aprovado tem que correr e devorar os livros. Veja artigo na íntrega:

Concursos com salários excelentes e que exigem apenas o nível médio são cada vez mais frequentes. É o caso do concurso para o Tribunal de Contas da União, com edital aberto para 33 vagas de técnico federal de controle externo e salário de R$ 6,3 mil. As inscrições começaram nesta terça-feira (10) e vão até o dia 30.

Mas se engana quem pensa que é simples ser aprovado em um concurso desse tipo. É preciso muita dedicação para estar bem preparado para enfrentar provas com questões de conteúdos cada vez mais abrangentes e profundos. A administração pública está disposta a pagar bem, mas exige que o servidor chegue muito bem qualificado. E esse é o outro lado dos concursos – os conteúdos programáticos vêm se sofisticando, conforme a administração se moderniza. E vice-versa.

As vagas são distribuídas da seguinte forma: 24 no Distrito Federal, 1 no Amapá, 1 no Amazonas, 2 em Mato Grosso, 2 em Pernambuco, 1 em Rondônia e 2 em Roraima. O candidato precisará escolher o local da vaga no momento da inscrição e também o local de realização das provas, que acontecerão nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal.

O concurso constará de provas objetivas e discursivas, de caráter eliminatório e classificatório, e terá, ainda, programa de formação, apenas eliminatório, a ser realizado em Brasília. A instituição responsável pela organização do concurso e elaboração das provas é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

O prazo de validade do concurso é de apenas 6 meses, podendo ser prorrogado uma vez por igual período. Isso indica que os aprovados não precisarão esperar muito para ocupar seus cargos.

As provas objetivas constarão de itens para avaliação no estilo “certo ou errado” e valerão 150 pontos no total. Serão 50 questões de conhecimentos básicos (português, direito constitucional, controle externo, informática e atualidades), valendo 1 ponto cada, e a marcação incorreta valerá 1 ponto negativo. Haverá, ainda, 50 questões de conhecimentos específicos (direito administrativo e execução orçamentária e financeira), valendo 2 pontos cada; as marcações incorretas descontarão 2 pontos. O candidato precisará fazer no mínimo 20 pontos dos conhecimentos básicos e 40 dos específicos para não ser reprovado.

A prova discursiva constará de 1 questão sobre o conteúdo dos conhecimentos básicos (valendo 10 pontos), 1 questão sobre o conteúdo dos conhecimentos específicos (valendo 10 pontos) e 1 peça de natureza técnica sobre os conhecimentos específicos (valendo 20 pontos). O candidato precisará obter, no mínimo, 20 pontos no total da discursiva para não ser reprovado.

Serão corrigidas as provas discursivas dos candidatos classificados até as posições informadas na tabela do item 9.6.1 do edital, conforme a localidade escolhida.

Para permanecer no concurso, o candidato precisará: não ser eliminado na objetiva, obter classificação para ter a discursiva corrigida e fazer o mínimo exigido na discursiva.

Serão convocados para o programa de formação os candidatos aprovados dentro do número de vagas oferecidas no edital. Os demais aprovados permanecerão em cadastro de reserva, podendo ser convocados para futuro curso de formação, a critério da administração e dentro do prazo de validade do concurso.

Conteúdo programático   
Boa parte do conteúdo programático exigido é familiar para quem vem se preparando para outros concursos de nível médio: português, direito constitucional, direito administrativo, informática e atualidades. Já controle externo e execução orçamentária e financeira são disciplinas específicas, relacionadas às atividades de tribunais de contas. Essa é a grande vantagem do estudo antecipado: quando o edital é publicado, boa parte do conteúdo já está sedimentada e o candidato pode administrar melhor o tempo até a prova (que não costuma passar muito de 2 meses).

Com provas previstas para o dia 2 de setembro, o candidato que já tem bom conhecimento nas disciplinas comuns a outros concursos deve priorizar o estudo dos assuntos novos, sem descuidar de fazer a manutenção daqueles que já domina. Nesse quesito, o direito administrativo merece atenção especial, em razão da importância que terá na prova. A resolução de provas de concursos anteriores elaborados pelo Cespe/UnB é importante para perceber quais assuntos precisam ser aprofundados e para habituar o candidato ao estilo de cobrança da banca.

O concurso anterior para o cargo de técnico federal de controle externo (área: apoio técnico e administrativo – especialidade: técnica administrativa) aconteceu em 2009 e a banca examinadora foi o Cespe/UNB. Assim, aquela prova é uma boa referência do que os candidatos podem esperar.

Quem decidir iniciar a preparação a partir desse edital deve ter consciência de que o tempo é curto até a prova. Talvez seja interessante apostar mais nas matérias que poderão ser cobradas em concursos futuros – português, direito constitucional, direito administrativo, informática e atualidades -, com ênfase no direito administrativo, que terá maior peso na prova. Assim, o esforço de agora servirá de patamar de conhecimento para outras oportunidades, caso a aprovação não venha desta vez. Concurso público é projeto de médio prazo e uma boa estratégia pode otimizar a trajetória. Por outro lado, não dá para desprezar completamente as disciplinas controle externo e execução orçamentária e financeira, porque poderão ser cobradas na discursiva.

Todos os candidatos farão prova discursiva, então é preciso também aprimorar a escrita para garantir bom resultado. E só se aprende a escrever praticando. Portanto, parte do tempo de estudo deve ser dedicado ao desenvolvimento de temas referentes às disciplinas do conteúdo programático, em especial àqueles relacionados às atividades do TCU.

 

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