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Dicas para a prova oral do TJ/PE

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Atualizado em 04/02/2015 - 10:57

Uma das etapas do concurso para juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco é a prova oral. Com determinação e uma preparação de qualidade, a exemplo do Curso Online de Resolução de Questões para o TJ/PE, o candidato irá conquistar a aprovação na prova objetiva e deverá se preparar para enfrentar o examinador e mostrar mais uma vez o domínio do conteúdo estudado.

Em entrevista a Revista Edital, a estudante Monique Medeiros, de Florianópolis (SC), comentou sentir-se insegura com a prova oral. “Meu nervosismo causa um branco tremendo. Mas eu estou tentando trabalhar isso em mim, inclusive fazendo terapia, que já me ajuda muito”, confessou.

Para outros, encarar a prova oral significa dar apenas mais um passo. Como é o caso da servidora e concurseira Necilene Alfa, de Umarizal (PA). “Não tenho medo de ser avaliada na prova oral. Estou acostumada a falar em público e falar muito (risos). Mas acho que a ficha ainda não caiu verdadeiramente, porque não tive a experiência real de chegar a uma etapa oral”, registrou na mesma edição da revista.

Segundo o professor Rogério Sanches, a fase oral é a menos difícil. Contudo, o fato de ter que se comunicar em clima de improviso acaba gerando uma tensão incomum. “É preciso saber controlar. O nervoso e a ansiedade são comuns e esperadas num candidato comprometido com o momento, mas sem exagero. Um descontrole emocional pode tornar uma pergunta fácil incrivelmente difícil”, explica.

Na fase oral manda a oratória, raciocínio rápido e rascunho mental do candidato. Ninguém pode ter a fantasiosa pretensão de querer mudar seu estilo de fala e comportamento de um dia para o outro, mas realçar o que lhe favorece ajuda e camuflar eventuais vícios. Para tanto, Sanches sugere acompanhamento de um profissional (em geral, fonoaudiólogos especialistas na preparação de candidatos) e treinar em frente ao espelho, percebendo pontos positivos e negativos até então desconhecidos. Ele sugere também treinar com amigos, simulando bancas.

Rogério Sanches ainda dá outras dicas, diante das situações que podem ocorrer em uma fase oral:

O AVALIADO DOMINA A PERGUNTA

a) Evite atuar como um dicionário falado, despejando afoitamente informação pontual sobre o examinador;

b) Prefira atuar como enciclopédia, que ensina e fundamenta com propriedade.

 

O AVALIADO DOMINA A PERGUNTA, MAS PRECISA ORGANIZAR AS IDEIAS:

a) Determinadas questões demandam raciocínio prévio para atingir seu âmago

b) Não dá para eliminar essa etapa do processo, sob pena de oferecer um raciocínio repleto de lacunas;

Organizar as ideias enquanto se fala é um bom aquecimento para enfrentar o tema principal com desenvoltura.

O AVALIADO TEM CONHECIMENTO GENÉRICO SOBRE O ASSUNTO

Dominando o gênero (e não a espécie), o candidato deve falar a respeito do que sabe, sem se alongar demais, porque estará sempre na superfície.

O AVALIADO PERCEBE QUE SUA RESPOSTA ESTÁ ERRADA:

Com firmeza e sinceridade, refaça a resposta. E não se impressione com “cara feia” do examinador. Aliás, nessa fase, todos parecem ter “cara feia”…

O AVALIADO DESCONHECE O TEMA DA AVALIAÇÃO:

Situação mais desesperadora se dá quando não se domina sequer o gênero.

Antes de admitir que ignora o assunto, peça, com habilidade, auxílio da banca. Muitas vezes o tema parece desconhecido por conta de um sinônimo.

 

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