Desemprego médio em 2007 é de 9,3%, menor taxa em cinco anos - Portal de notícias CERS

Desemprego médio em 2007 é de 9,3%, menor taxa em cinco anos

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

A taxa média de desemprego em 2007 foi de 9,3%, menor percentual já registrado da série de pesquisas, iniciada em 2002. Em dezembro houve outro recorde: a desocupação ficou em 7,4%, ante 8,2% em novembro e 8,4% em dezembro do ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa abrange seis regiões: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

O número de pessoas com emprego em dezembro (21,4 milhões) teve uma queda de 0,3% em relação a novembro e uma alta de 3% sobre um ano antes. A quantidade de pessoas sem emprego caiu 10,9% em relação a novembro e 9,5% em comparação com dezembro de 2006.

Um dos destaques de 2007 na pesquisa foi o trabalho formal. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 7% entre dezembro de 2006 e o mesmo mês do ano passado.

O setor em que houve maior crescimento de emprego, na classificação do IBGE, foi o de comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis. O emprego nesse segmento subiu 2,7% sobre novembro e 4,4% sobre dezembro de 2006.

Renda
O rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 1.163,90 em dezembro, alta de 0,9% sobre o mês anterior e 2,3% sobre um ano antes. A renda familiar do brasileiro per capita foi de R$ 741,2, mesmo nível verificado em novembro e 3,7% maior que em dezembro do ano passado.

Relativamente ao penúltimo mês do ano passado, das seis regiões metropolitanas pesquisadas, viu-se acréscimo em Salvador e São Paulo, de 1,4% e 2,9%, respectivamente. Em contrapartida, o rendimento caiu em Belo Horizonte (-3,8%) e Rio de Janeiro (-0,5%). Nas outras duas áreas investigadas – Recife e Porto Alegre – notou-se estabilidade.

Na base mensal, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram aumento de 0,7% no rendimento médio, para R$ 1.120,30. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado tiveram rendimento médio de R$ 812,7, com elevação de 7,8%. Os trabalhadores por conta própria ficaram com a renda 0,7% maior, de R$ 968,5. Militares ou funcionários públicos viram acréscimo de 1,6% no rendimento médio, para R$ 2.063,90.

Em comparação a dezembro de 2006, houve recuperação de 1,4% no rendimento dos trabalhadores com carteira assinada. Os trabalhadores sem carteira ficaram com renda 12,1% mais alta e os trabalhadores por conta própria verificaram aumento de apenas 0,5%. Os militares e servidores públicos tiveram alta de 6,3%.

FONTE

UOL ECONOMIA

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