Concurso da ABIN: o que você precisa para ser um espião - Portal de notícias CERS

Concurso da ABIN: o que você precisa para ser um espião

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Até o próximo dia 4 de outubro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estará com inscrições abertas para candidatos a oficial ou a agente técnico – cargos que também poderiam atender pelo título de “espião burocrata” do Estado brasileiro. Mas para conquistar uma das 80 vagas que estão sendo ofertadas pelo órgão, obter um desempenho excelente nas provas objetivas é só o começo. É preciso ainda aceitar ter a própria vida investigada, ser discreto, pontual, não se envolver em escândalos, tampouco cultivar o hábito de se embriagar. Ter micose profunda, obesidade mórbida ou sífilis? Nem pensar.

 

São 50 oportunidades para profissionais de nível superior – diversas áreas de formação e salário de R$ 10.216 – e 30 para candidatos de nível médio – salário de R$ 4.211. Os cargos são oficial técnico de inteligência e agente técnico de inteligência, respectivamente.

 

Diferentemente da função de oficial de inteligência – o “espião” propriamente dito -, o oficial técnico faz um trabalho mais administrativo, no qual recebe ajuda do agente técnico.

 

Todos os profissionais da agência atuam para fornecer suporte ao presidente da República – independentemente de seu partido político -, para o exercício de sua função. Dentre outras coisas, previne o chefe de Estado sobre acontecimentos que possam prejudicar a sociedade brasileira ou que ameacem a democracia. Os selecionados atuarão em Brasília.

 

O concurso será realizado em três etapas, todas eliminatórias. A primeira, composta pelos exames objetivos, será realizada no dia 14 de novembro, em todas as capitais brasileiras. Os candidatos terão cinco horas, no período da tarde, para responder a 150 questões, sendo 50 de conhecimentos gerais e 100 de conhecimentos específicos. Haverá ainda uma prova discursiva.

 

A segunda etapa, formada pela investigação social e exames médicos, é a mais curiosa. Será necessário se submeter a testes de urina, fezes e toxicológicos, a partir de amostras de cabelos, pelos ou raspas de unha.

 

Apesar de estranhos, os critérios são prática comum em concursos para órgãos que lidam com segurança e inteligência, segundo a Abin. O objetivo é “verificar se o candidato possui idoneidade moral e conduta ilibada”, conforme trecho presente na instrução normativa da seleção.

 

A terceira e última fase é o Curso de Formação em Inteligência (CFI), na Escola da Abin, em Brasília, com duração de de 250 horas /aulas. As inscrições podem ser realizadas através do www.cespe.unb.com.br/concursos/abin2010 até o dia 4 de outubro. A taxa é de R$ 64 (médio) e R$ 100 (superior).

 

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Com informações do Jornal do Commércio

 

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