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Como as bancas tratam questões polêmicas de português

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Bancas organizadoras de concursos podem adotar diferentes posicionamentos quanto à língua portuguesa e suas regras gramaticais

Por Ana Laranjeira       
Dicas adaptadas da Revista Exame

Você sabia que uma regra gramatical que vale para a Fundação Carlos Chagas (FCC) pode não ser a mesma adotada nos gabaritos do Cespe? Ou que uma regra pode ser cobrada pela mesma banca de formas diferentes em provas distintas? Pois é, alguns temas da disciplina são interpretados com divergência entre os próprios gramáticos e essa confusão podem pregar “peças” nos concurseiros desavisados.

Para que você não seja mais uma vítima dos temas polêmicos da nossa língua, confira três dos tópicos que causam maior desacordo entre bancas e especialistas:

Sujeito preposicionado    
A Fundação Carlos Chagas e a ESAF são duas bancas que divergem a respeito deste tema.

Exemplo: Qual é a frase correta?

 “Apesar do Brasil ser um país maravilhoso, ainda há muita corrupção”

 “Apesar de o Brasil ser um país maravilhoso, ainda há muita corrupção”  

Para a maioria dos gramáticos a primeira frase estaria errada. Eles ensinam que não pode haver contração de preposição com artigo ou pronome antes do sujeito de um verbo no infinitivo. Mas alguns estudiosos entendem que não há erro gramatical na contração da preposição com o determinante que compõe o sujeito (2º caso do exemplo).

 

Verbo “implicar” com sentido de acarretar     
O IBFC e a Fundação Dom Cintra são exemplos de bancas que adotam posicionamentos diferentes.

Exemplo: Qual é a frase correta?

“Toda ação implica uma reação”

“Toda ação implica em uma reação”


Grande parte dos gramáticos ensina que a regência do verbo implicar, com sentido de acarretar, é direta, ou seja, ele não exige complemento preposicionado (1º caso do exemplo). Mas os gramáticos Celso Pedro Luft e Rocha Lima, ensinam que a regência indireta (2º caso do exemplo) também procede, ou seja, ele pode ter um complemento iniciado pela preposição “em”.

 

Verbo “visar” com sentido de almejar, objetivar     
Vunesp e Cespe são duas bancas que divergem neste tema. O que vale para uma não vale para outra.

Exemplo: Qual é a frase correta?

“Todos visavam a um cargo de prestígio”

“Todos visavam um cargo de prestígio”

Muitos gramáticos ensinam que a regência do verbo visar, com sentido de almejar, é indireta. Assim, o complemento iniciado pela preposição ‘a’ é obrigatório (1º caso de exemplo). Mas, para gramáticos como Celso Pedro Luft, Domingos Paschoal Cegalla, e outros quatro estudiosos, a regência direta também está correta. Sob esta visão, o complemento sem preposição também é aceito (2º caso do exemplo).

 

FIQUE ATENTO!       
Para entender exatamente qual o posicionamento de cada banca em relação aos temas, é necessário se dedicar à resolução de questões de provas anteriores. O CERS oferece uma série de isoladas de português voltadas exclusivamente para a banca do seu concurso. Clique nos links abaixo e confira mais detalhes:

ISOLADA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS PÚBLICOS – 500 QUESTÕES COMENTADAS DA FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) – PROFA. MARIA AUGUSTA

ISOLADA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS PÚBLICOS – 500 QUESTÕES COMENTADAS DO CESPE/UNB – PROFA. MARIA AUGUSTA

 

 

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