Comentários da prova de atualidades da PF 2012 - Portal de notícias CERS

Comentários da prova de atualidades da PF 2012

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

 

Postado por Ana Laranjeira

O professor Rodrigo Barbati disponibiliza abaixo a correção da prova de Atualidades do último concurso para agente da Polícia Federal. Se você é um dos candidatos, vale a pena conferir!

 

Prova CESPE – DPF – Agente da PF – maio/2012     
Atualidades – Prof Rodrigo Barbati

Questões:

Os semicondutores são o ponto fraco da indústria brasileira de alta tecnologia. A produção local é muito limitada. No ano passado, foram importados 5,1 bilhões de dólares em semicondutores, um crescimento de 14% em relação a 2010. Com o avanço dos mercados de computadores e de celulares, e com a eletrônica sendo embarcada nos mais diversos tipos de equipamentos, a tendência é que essa conta só venha a aumentar. O Estado de S.Paulo, 15/1/2012, p. B12 (com adaptações). Tendo o texto acima como referência e considerando as características essenciais do atual estágio de desenvolvimento da economia mundial, julgue os itens de 41 a 45.


41 – O domínio do conhecimento mostra-se fundamental para a produção de riquezas e, ao impulsionar constantes inovações tecnológicas, amplia a capacidade produtiva e ajuda a promover a ampliação dos mercados consumidores, em meio a um contexto de acirrada competição em escala global.

C – Na sociedade em que vivemos, o conhecimento transformou-se no principal fator de produção, no elemento fundamental para a produção de riquezas.

 

42 – A fragilidade do sistema educacional brasileiro, realidade confirmada por sucessivos testes de avaliação interna e externa, impede que o país seja considerado emergente no cenário econômico mundial contemporâneo, apesar do reconhecimento geral de suas inegáveis potencialidades.

E – A idéia dos BRICS foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O´Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic BRICS”. Fixou-se como categoria da análise nos meios econômico-financeiros, empresariais, acadêmicos e de comunicação como países emergentes. Em 2006, o conceito deu origem a um agrupamento, propriamente dito, incorporado à política externa de Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2011, por ocasião da III Cúpula, a África do Sul passou a fazer parte do agrupamento, que adotou a sigla BRICS.

 

43 – Apesar da privatização ocorrida na área das telecomunicações e dos inegáveis avanços verificados no setor, o número de linhas de telefonia móvel no Brasil é insuficiente, se considerada a demanda apresentada pelo mercado consumidor brasileiro, e muito inferior ao de linhas fixas.

E – O Brasil fechou o ano de 2011 com mais de 242,2 milhões de acessos à telefonia móvel. Foram 39,9

 

milhões de novas linhas – esse número é o maior dos últimos 12 anos. A média de linhas de telefone celular por habitante aumentou 18,33% em relação a 2010 e, agora, é de 123 para cada 100 habitantes, segundo a Anatel.

 

44 – Tal como o Brasil, a China não possui tecnologia que lhe permita produzir semicondutores, uma das razões pelas quais sua atuação no mercado mundial, embora relativamente expressiva, está bem aquém do esperado, atrás de Índia e Rússia.

E – A ascensão da China no ranking mundial de fabricantes de semicondutores está intimamente relacionada com os movimentos de deslocação de alguns dos principais fabricantes para as regiões asiáticas, numa tentativa de poupar custos.

 

45 – Embora ocupe uma posição pouco relevante na pauta das exportações do país, o agronegócio brasileiro demonstra tendência de crescimento, e seu bom desempenho reflete a influência positiva exercida no setor pela EMBRAPA, sinônimo de elevado padrão de pesquisa científica na agropecuária.

E – Segundo o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras do agronegócio registraram novo recorde em 2011, somando US$ 94,59 bilhões, valor 24% superior ao alcançado em 2010 (de US$ 76,4 bilhões).

 

Os países que participam de uma nova Cúpula das Américas abrigam as 32 cidades mais violentas do mundo. Esse dado terrível já seria suficiente para que o consumo e o tráfico de drogas estivessem no centro dos debates, uma vez que violência e narcotráfico são irmãos siameses. Mas a questão das drogas só entrará nos salões da cúpula pela porta lateral. O presidente da Guatemala, um dos países que estão se transformando em Estados falidos em consequência do narcotráfico, já anunciou que quer discutir o assunto a partir de um argumento imbatível: a política atual, puramente repressiva, fracassou. Clóvis Rossi. Drogas, tema inescapável. In: Folha de S.Paulo, 12/4/2012, p. A14 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência e considerando a amplitude do tema por ele focalizado, julgue os itens que se seguem.

 

46 – A Colômbia, país que sediou a Cúpula das Américas em 2012, permanece em guerra civil, e o Estado vai sendo derrotado pelo conluio entre narcotraficantes, milícias e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARCs, cada vez mais poderosas.

E – Segundo dados do governo colombiano, há uma década, as FARC recrutaram cerca de 15.000 combatentes, que atuavam em 377 dos 1.100 municípios da Colômbia. Hoje, as FARC possuem em torno de 8.000 guerrilheiros atuantes em 142 municípios.

 

47 – O montante de recursos movimentado pelo tráfico de drogas ilícitas em escala global faz dessa atividade um dos principais sustentáculos do crime organizado mundial e cria um poder econômico difícil de ser enfrentado por muitos Estados nacionais.

C – Apenas em 2009, um total de US$ 1,6 trilhão – o equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial – foi usado no tráfico internacional de drogas, mas apenas 2,5% desse valor foram recolhidos. A informação consta de relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).

 

48 – O governante citado no texto sugere que erradicar a produção, interditar o tráfico e criminalizar o consumo são decisões que, integrando a estratégia de guerra contra as drogas comandada por Washington, deram resultados pífios, razão pela qual o tema deveria ser discutido em profundidade na Cúpula das Américas.

C – Perez Molina, presidente da Guatemala, disse, na VI cúpula das Américas, que a guerra contra as drogas “não tem funcionado.” “É uma guerra que, para ser franco, estamos perdendo”, considerou. “Enquanto o mercado negro existir e os dólares e as armas continuarem a chegar dos Estados Unidos, como tem acontecido, esta guerra será impossível de vencer”, declarou. Perez Molina foi o primeiro presidente que ousou propor publicamente a descriminalização das drogas. http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5722051-EI8140,00-Lideres+americanos+afinam+combate+contra+as+drogas.html

 

49 – Zedillo, do México, Gaviria, da Colômbia, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, são ex-presidentes latino-americanos que se engajaram no exame do tema das drogas e assumem posição crítica em relação a uma política de combate às drogas que obtém parcos resultados e cujo custo em vidas humanas é altíssimo.

C – O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, César Gaviria da Colômbia e Ernesto Zedillo e Vicente Fox do México, já apoiam a descriminalização das drogas. http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5722051-EI8140,00-Lideres+americanos+afinam+combate+contra+as+drogas.html 

 

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