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CERS no Diário de Pernambuco

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

 

Por Ana Laranjeira

Na edição do Diário de Pernambuco do último domingo (18), o Complexo aparece como destaque em cursos online preparatórios para concurso. Reportagem fala que a vantagem do estudo específico é poder aprofundar matérias na preparação para a seleção pública e o professor Renato Saraiva explica que investir em isolada é boa opção para matérias com peso maior. Confira na íntegra:

Isoladas para concursos

Mariana Gominho Especial para o Diario

Estudar para concursos requer tempo e bastante dedicação. Durante o percurso, podem surgir dificuldades em algumas matérias com as quais o aluno tem menos afinidade. Para sanar as dúvidas e explorar mais a fundo os detalhes, a saída pode ser assistir aulas de matérias isoladas. Muitos cursos no Recife oferecem turmas de direito, português, matemática e raciocínio lógico, sempre de vista nos editais dos concursos.

Para o professor e coordenador do Espaço Jurídico Tiago Erhardt, a principal vantagem desse modelo de curso é o tempo para aprofundar a matéria. “O professor tem mais tranquilidade para se trabalhar o assunto, rever detalhes e abrir para perguntas. Enquanto no curso regular são cerca de oito encontros, nas isoladas têm dez, quinze”, explicou ele. Segundo Erhardt, em geral, os estudantes conseguem melhorar durante e após as aulas. Também acaba se criando mais intimidade com o professor, que pode usar técnicas diferentes para reforçar os tópicos.

Renato Saraiva, procurador e dono* do complexo de ensino que leva o nome dele, explica que investir numa isolada pode ser uma boa opção quando aquela matéria tem peso maior, de acordo com o edital. “É mais fácil, mais direcionado, quando já se sabe o perfil da prova”. Algumas disciplinas também são praticamente exclusiva de alguns certames, como as de regimento interno dos órgãos. “Para o recente concurso do Senado, mais de 6 mil pessoas nos procuraram para fazer só a matéria de regimento interno do Senado, que – é lógico – não cai nos outros”, contou. E as isoladas também acolhem aqueles que não têm tanta pressa em ser aprovado. “Se ele sabe o que quer, mas não tem a previsão de quando vai abrir vagas, ele pode se preparar com calma”, disse Saraiva.

Marcilene Ferreira, formada em economia, trabalhou como gerente de banco na iniciativa privada por muitos anos. Há um ano e meio, aproximadamente, pediu demissão para buscar um cargo público. “A questão maior é a estabilidade, mas também tem a qualidade de vida. No banco, eu trabalhava o dia todo, não tinha tempo para fazer nada. Além disso, quando a pessoa vai ficando mais velha, vem o risco de ser substituído por alguém mais novo. Na área pública, não tem isso”, explicou. Focada na área administrativa, ao abraçar os livros, sentiu dificuldade em português e procurou uma isolada. “A linguagem usada nas provas é diferente daquela que aprendemos na escola”, afirmou. Não é a gramática que a preocupa. “Está tudo sempre em cima de textos. Mesmo quando tem gramática, é baseada nele. O que era algo óbvio, agora depende do sentido. O próprio estilo de dar aula faz a diferença”, disse Marcilene. Exercitar a interpretação e relembrar regras e exceções também foram citadas como vantagens.

O contabilista César Medeiros escolheu as isoladas como método preparatório para o concurso de agente da Polícia Federal. “Eu já tinha feito o curso e visto outras matérias. Eu preciso estudar mais português e direito, principalmente penal. Português e direito penal são os que ‘pegam’ mais gente e aí que tem que se destacar”, disse ele. Com cinco isoladas ao mesmo tempo, sempre com aulas à noite, César ainda precisa se preparar para o exame físico. “De manhã, vou malhar. Depois, é o dia todo estudando. São cerca de dez horas por dia”, disse ele.

Disciplinas mais procuradas:   
Direito
Português
Matemática
Raciocínio lógico
Regimento interno

Vantagens:
Reforço das matérias com maior peso no edital     
Estudar com mais afinco disciplinas em que o concurseiro tem dificuldade
Facilita interação entre professor e aluno      
Revisão de detalhes   
Espaço para tirar dúvidas    
Quinze encontros, em média, com o professor, contra oito dos cursos regulares

 

*ERRATA: O professor Renato Saraiva não é dono do Complexo, e sim, Coordenador Pedagógico.

 

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