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Carreira Policial: muito além da prova teórica

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Joffre Melo

Os concursos voltados para as polícias sempre exerceram certa fascinação em quem busca aliar estabilidade financeira e um bom cargo. Delegados, agentes, patrulheiros, são algumas das funções que podem ser exercidas mediante aprovação em concursos nas polícias federal, civil e rodoviária federal. Porém, além de estudar e passar por provas teóricas, quem quer ser policial precisa enfrentar rigorosos testes físicos e demonstrar aptidão psicotécnica para exercer a função.

As provas de capacidade física dos concursos policiais costumam ser bem exigentes e eliminam os candidatos que não estão em boa condição física ou não se prepararam adequadamente. “Não adianta exercitar o cérebro e esquecer a prova física. É preciso estudar o conteúdo teórico e seguir uma rotina forte de preparação física e também uma dieta rigorosa”, indica o professor de educação física Luciano Santos.

A exigência de uma boa preparação física para ser um policial passa diretamente por um cardápio especial. O “policiamento” começa no prato. “A alimentação do concurseiro precisa ser balanceada e programada. Para seleção policial, ainda mais. Alguns alimentos, como carboidratos, têm energia e são importantes na preparação física, porém o consumo exagerado atrapalha o rendimento”, alerta a nutricionista Carla Marinho. “Daí a importância de aliar o estudo do edital, ao cardápio diário”, finaliza.

A aprovação em um concurso policial, portanto, tem como pré-requisito preparação intelectual e física. Mas isso só vale até tomar posse. Depois dessa etapa, a prática diária da profissão exige adaptação e coragem; isso não consta em nenhum edital nem tem curso preparatório. “O policial federal, por exemplo, vai trabalhar diretamente no combate a crimes como o narcotráfico. Isso sem coragem não seria possível”, explica o delegado federal Wilson Damásio, que é também Secretário Estadual de Defesa Social em Pernambuco.

Sendo assim, mesmo com uma boa nota no concurso, aptidão física satisfatória, o candidato poderá não se tornar um agente ou delegado de polícia. “Imagine se você mora em uma grande capital e, de repente, vai trabalhar no Acre, na fronteira, em um posto avançado na selva, longe de tudo e de todos. Não é todo mundo que suporta isso”, pontua Damásio.

Diante de tudo isso, fica o alerta. Antes de fazer ou se preparar para um concurso policial, observe se a função é compatível com o seu perfil. Afinal, não adianta ter um bom salário se você não consegue se adaptar ao cargo e, consequentemente, fazer jus aos seus rendimentos.

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