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Candidato não deve focar em um só concurso

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Artigo escrito pela colunista do G1 e fiscal de rendas, Lia Salgado

Espera pelo edital é normal

Na vida de “concurseiro”, esperar meses, às vezes mais de um ano por uma prova, é normal. Afinal, a data da publicação do edital de um concurso é imprevisível. O edital depende de uma série de ações: levantamento do número de vagas, pedido de autorização, escolha da organizadora, discussão dos termos, etc. Até uma alteração na estrutura do órgão ou instituição pode causar demora, como foi o caso da fusão da Secretaria da Receita Federal com a Previdenciária, que atrasou muito o aguardado concurso para auditor da Receita.

A orientação, então, é manter o ritmo de estudo, inclusive porque o indicado é se preparar para uma área de atuação, e não para um concurso específico – exatamente por conta da imprevisibilidade do edital. Assim, quem estava apontando para um concurso que pode estar sujeito às restrições do Planejamento, deve abrir o leque de opções e continuar a preparação na mesma direção, mas com foco mais abrangente.

Estudo para INSS pode ser aplicado em outra prova

Para exemplificar, quem aguarda a oportunidade de concorrer a uma vaga para o INSS pode aproveitar editais para outros cargos administrativos, como os de tribunais, de nível médio ou superior, que cobram matérias similares às esperadas para os cargos de técnico e analista do INSS. Quem aguarda o edital da Polícia Federal também tem opções: se o cargo desejado for de nível superior, pode disputar concursos para a Polícia Civil, que oferece cargos similares. Ou, conforme o perfil do candidato, até para a área de fiscalização nos estados (ICMS) ou municípios (ISS), uma vez que as matérias cobradas para a PF são bastante similares às básicas da área fiscal. Já quem almeja cargo de nível médio, pode mirar em cargos administrativos de tribunais.

Nos exemplos acima, existem muitas matérias comuns entre o concurso original e o novo foco, por isso o candidato não vai abandonar a preparação para o edital que está aguardando. As disciplinas que já vinham sendo estudadas devem ser mantidas na programação, passando por revisões periódicas e resolução de provas anteriores. Isso porque os editais sairão mais dia, menos dia.

E ainda sobre o efeito da suspensão dos concursos que precisam de aval do Planejamento para ocorrer, vale lembrar que, em 2009, o então ministro Paulo Bernardo, fez declarações semelhantes. E naquele mesmo ano saíram os editais da PF, da Polícia Rodoviária Federal, da Receita e do Banco Central. Por isso, quem mantiver o ritmo de preparação terá mais chances de garantir lugar entre aprovados nos próximos concursos. E o classificado dentro das vagas divulgadas no edital do seu concurso pode até precisar aguardar mais alguns meses, mas deverá ser nomeado dentro do prazo de validade, já que, conforme o entendimento atual do Judiciário, existe direito à nomeação nesses casos.

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