Azar ou sorte influenciam nos concursos? - Portal de notícias CERS

Azar ou sorte influenciam nos concursos?

Por:
Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Por Ana Laranjeira

Sem muita tradição no Brasil, mas com muita força em países como Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, o Halloween (ou Dia das Bruxas) é comemorado no dia 31 de outubro. A festa, envolta em diversas superstições, tem como símbolos as abóboras, morcegos, gatos pretos, fantasmas e monstros.

Na nossa cultura, esses elementos são sinais de mau agouro, ou má sorte. Portanto, quando se trata dos brasileiros, ou mesmo dos concurseiros, queremos o Halloween bem longe. Afinal de contas, seja qual for o dia do ano, desejamos sempre muita sorte e prosperidade.

Mas será mesmo que essa história de azar ou sorte pode influenciar em dias de prova? O CERS reuniu alguns casos em que esses fatores existem sim e podem fazer a diferença, ou também casos em que sorte ou azar não interferem em nada.

Imponderável 
O azar pode influenciar em um concurso ou outro, mas não acontecerá em todos. Dependendo do seu tempo de preparação, a sorte consistirá em sair-se bem quando a probabilidade maior era contrária, e o azar, em ter algum revés quando as probabilidades eram favoráveis.

Segundo o especialista em concursos, Willian Douglas, se a pessoa sabe 100, que é o conhecimento que, em determinada prova, é necessário para acertar metade da prova e passar, as mensuráveis variações do imponderável podem fazer com que sua nota varie de 3,5 a 6,5. Há uma margem de variação de 10 a 30% para cima e para baixo. É possível que alguém saiba 40, dê sorte e passe, e outro saiba 60, dê azar e seja reprovado.

O azar acontece quando, embora preparados, por algum motivo não rendemos o suficiente na hora da prova. Para você não depender do imponderável, da álea (sorte/azar), você precisa saber, por exemplo, o suficiente para tirar 8,0. Mesmo que caia o que você saiba menos, que o examinador seja rigoroso, que você não esteja num dia muito bom etc, você vai passar. Tirando isso, é certo que você, se já souber 50, não vai dar azar sempre.

William indica que outra coisa a fazer é treinar as técnicas para realizar provas, a fim de evitar queda de desempenho na hora do certame. Existe aquela velha máxima: “treino é treino, jogo é jogo”. Se os jogadores de futebol dizem que no jogo se rende mais, em concursos a tendência é que, no “jogo”, haja uma queda de rendimento. É por isso que existe o “dar um branco”, o ficar nervoso, o se enganar etc. O treino fará com que a queda de rendimento seja cada vez menor. Depois de algum tempo é possível ocorrer até mesmo um ganho de rendimento na hora da prova. Até porque, como todo mundo sabe, o melhor é o jogo.

O acaso tem alguma participação nas listas de aprovados. Quem não sabe nada nem a sorte pode ajudar, mas quem sabe um pouco às vezes dá sorte e passa logo. O que posso recomendar é: se a sorte ajudar, ótimo; se ela não ajudar, vença-a.

Um infortúnio pode atrapalhar, mas, se você for firme em seus propósitos superará o problema. Este infortúnio pode ser dentro do microcosmo da preparação (mudar a matéria, acidente no dia da prova etc) ou em sua vida pessoal, como doenças ou coisa parecida. Entre esses problemas podemos citar a depressão ou a afasia, um grande desânimo, ou a síndrome de Burnout. Com uma boa administração do tempo, exercícios físicos e disposição, estes problemas podem ser superados.

 

O fato é que o azar e a sorte fazem parte do jogo, não só dos concursos como também da vida. Para nos prepararmos para eles, não podemos ficar nos preocupando se aparecerão ou não. Devemos, sim, esperar o melhor e nos preparar para o pior, estarmos prevenidos e fazer nossa parte: estudo e persistência. 

Tags relacionadas:

COMENTÁRIOS