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Aryanna: De leitora à autora

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

A professora Aryanna Manfredini conta como os livros participaram da sua infância até o caminho para hoje assinar obras próprias

Por Ana Laranjeira

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E assim, sem saber, Antoine de Saint-Exupéry cativou a criança Aryanna com sua obra. O Pequeno Príncipe marcou a infância da menina de pele branca e cabelos dourados, aluna esforçada e leitora apaixonada.

Quando questionada sobre alguém em sua vida com papel importante para o incentivo aos livros, ela confidencia: “meu pai sempre se emocionava quando tirávamos notas boas ou nos via lendo. Isso foi um grande estímulo para mim”. E a menina cresceu sabendo emocionar.

Hoje, mulher feita, a professora Aryanna Manfredini leciona a disciplina de Processo do Trabalho no CERS e é autora de várias obras. Até começar a escrever, tomou gosto pelas biografias, “histórias de pessoas reais que, com seu esforço, alcançaram seus objetivos”, explica. Dentro do gênero, afirma gostar mais daquelas escritas pelos próprios protagonistas e destaca as seguintes obras: Anderson Spider Silva – de Anderson Silva; Nunca Deixe de Tentar – de Michel Jordan; Rafa, Minha História – de Rafael Nadal; e a biografia de Roger Federer. Mas separa um lugar especial para o livro Transformando Suor em Ouro – de Bernardinho, que afirma trazer a receita: disciplina, dedicação e espírito de equipe para alcançar grandes sonhos.

Na cabeceira, a religiosidade se mostra na Novena de Nossa Senhora Aparecida. “Eu e meu marido, Ricardo, gostamos de rezar à noite seguindo o livro, cada um lê um dia”, diz Aryanna. Para ela, o ambiente ideal para a leitura é uma casa de praia, relaxando na varanda, ou mesmo no avião e ainda na sala de espera de um consultório, aproveitando o tempo.

Dentre os livros que marcaram profundamente sua vida, ela destaca Vida Roubada, de Jaycee Dugard. “É a história de uma menina que foi sequestrada aos 11 anos de idade por um casal e teve dois filhos com seu raptor. A biografia, escrita pela própria Jaycee Dugard, tem esse título pois ela passou 18 anos sem poder dizer o seu nome, e o escolheu para o livro como um grito de libertação. O relato permite que você sinta exatamente o horror pelo qual ela passou durante o período em que permaneceu em cativeiro, sobretudo a sensação de abandono enquanto ainda era criança, e depois a alegria da libertação. Esse livro me marcou, me fez chorar, ter que parar de ler em alguns momentos e depois sentir a alegria de quando ela encontrou sua mãe. Vivi com ela aquela história real”, descreve a professora.

Oportunidade de escrever        
A chance de lançar seus próprios livros veio com a vida profissional e acadêmica. “Renato Saraiva me convidou inicialmente para comentar questões da prova da OAB em conjunto com outros professores do CERS, pela Editora Método. Depois, com a criação do CERS Editora, escrevi também, com outros professores, um livro de Dicas para OAB. Logo depois lancei o meu livro de Processo do Trabalho, e, por fim, organizamos, eu, Rafael Tonassi e Renato Saraiva um CLT, que nos dá muito orgulho”, afirma.

Aryanna recebeu ainda um convite da Ed. Método para lançar o livro de Processo do Trabalho, da Coleção de Questões Comentadas de Concursos Trabalhistas. E, atualmente, colabora com a atualização do Curso de Direito Processual do Trabalho, do professor Renato Saraiva.

Ela descreve a experiência de ter o próprio livro nas mãos como “uma incrível sensação de realização e de amor pela obra finalizada”.

 

 

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