Advogado não pode ingressar na carreira pela porta do crime, diz presidente nacional da OAB - Portal de notícias CERS

Advogado não pode ingressar na carreira pela porta do crime, diz presidente nacional da OAB

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Atualizado em 18/08/2014 - 01:04

Brasília, 16/06/2010 – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou hoje (16), ao tomar conhecimento da Operação Tormenta, da Polícia Federal, que a instituição deseja ampla divulgação de todos os detalhes das investigações que resultaram na identificação dos fraudadores da prova da segunda etapa do terceiro Exame de Ordem de 2009.

Segundo o presidente, isso deve ser feito para que não paire nenhuma dúvida quanto à lisura e importância do Exame, é necessário saber onde e de que forma agiam os criminosos, para que estes respondam, na forma da lei, por seus crimes.

Ophir lembrou, ainda, a acertada decisão tomada em conjunto com os presidentes de todas as Seccionais da OAB do País, em reunião realizada em março, de anular a prova, marcar um novo certame e solicitar a imediata investigação junto à PF. Para Ophir, o resultado da investigação representa um importante passo no sentido de se aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, tendo em vista a sofisticação das quadrilhas especializadas em fraudar provas e concursos, inclusive o da própria PF.

Ao lembrar a importância do Exame de Ordem para a formação do advogado, o presidente nacional da OAB declarou que a instituição não pode e nem irá permitir que um bacharel em Direito ingresse na carreira “pelas portas do crime”. O Exame de Ordem, acrescentou Ophir, tem por objetivo aferir não apenas a qualidade do ensino jurídico, mas sobretudo dar segurança à sociedade com relação ao profissional cuja missão é fundamentada em princípios éticos e comprometida com a justiça social.

Fonte: ASCOM OAB

 

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